Keiko Fujimori e Roberto Sánchez vão disputar o segundo turno da eleição presidencial no Peru, conforme o Conselho Nacional Eleitoral (JNE). No pleito de 12 de abril, Fujimori liderou com 17,1% e Sánchez ficou com 12%; o resultado final foi confirmado apenas após a conclusão da apuração, mais de um mês depois.
A apuração oficial, conduzida pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), mostrou que Sánchez ficou apenas 21.209 votos atrás de López Aliaga, que ficou em terceiro com 11,9%. O primeiro turno também enfrentou atrasos na entrega de material eleitoral em Lima, levando algumas urnas a permanecerem abertas no dia seguinte.
Keiko Fujimori e Roberto Sánchez vão disputar o segundo turno da eleição, em um cenário que promete ser altamente polarizado, lembrando a disputa de 2021 entre Fujimori e o ex-presidente Pedro Castillo, destituído em 2022. Fujimori, 50 anos, concorre pela quarta vez à presidência; Sánchez, 57, ex-ministro de Castillo, faz pela primeira vez a campanha pela vaga.
O Peru vive uma fase de instabilidade política: desde 2016 já houve oito presidentes, com muitos destituídos ou que renunciaram diante de acusações de corrupção. O Ministério Público pediu cinco anos e quatro meses de prisão para Sánchez por supostas declarações falsas sobre doações em campanhas entre 2018 e 2020.
Além do cenário político, o país enfrenta uma grave crise de segurança com o avanço do crime organizado. Embora a União Europeia tenha apontado deficiências, a missão de observação eleitoral concedeu aprovação plena ao processo, destacando avanços relevantes. O segundo turno deve definir o rumo econômico e institucional do Peru nos próximos anos.
