Resumo: Os Estados Unidos anunciaram medidas para evitar a propagação do Ebola, com triagens sanitárias em aeroportos para passageiros vindos de áreas afetadas e a suspensão temporária de vistos para não americanos que viajaram recentemente para Uganda, RDC ou Sudão do Sul. A OMS declarou o surto uma emergência internacional de saúde, após um cidadão americano em missão na RDC testar positivo. O CDC planeja evacuações e monitoramento de contatos, com o risco imediato para a população considerado baixo.
Um americano que trabalha na RDC apresentou sintomas no fim de semana e testou positivo na noite de domingo. O governo informou que ele será transferido para a Alemanha para tratamento. O órgão planeja também evacuar outras seis pessoas para monitoramento, e cerca de 25 funcionários atuam no escritório de campo nos arredores da RDC.
Além das medidas de fronteira, os EUA vão impor restrições de entrada para portadores de passaporte não americano que viajaram para Uganda, RDC ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias. Não há vacina nem tratamento específico para a cepa causadora do surto. O Ministério da Saúde da RDC informou 91 mortes e 350 casos suspeitos. A maioria das pessoas afetadas tem entre 20 e 39 anos e mais de 60% são mulheres.
O CDC descreveu o risco ao público como baixo no momento. A OMS classificou o surto como emergencial, o que reforça a vigilância sanitária e as medidas preventivas nos EUA e nas vias de viagem internacionais.
As autoridades destacam a importância de acompanhar informações oficiais sobre o surto e manter a vacinação de rotina em dia. Como não há vacina específica para a cepa atual, a vigilância constante continua como prioridade das autoridades de saúde em toda a região. Mantidas as recomendações, a proteção da população depende da cooperação entre agentes de saúde, viajantes e moradores.
