Resumo: O Ministério da Fazenda abriu um processo para investigar a Betano após a coluna revelar que a operadora ofereceu apostas sobre a convocação da Seleção Brasileira nesta segunda-feira, 18 de maio. A apuração, confirmada por uma autoridade do ministério, reforça que apostas desse tipo não são autorizadas no país e que quem oferecer está sujeito à fiscalização e a sanções.
A Betano chegou a promover uma transmissão ao vivo no YouTube para divulgar apostas ligadas aos possíveis chamados da equipe sob o comando de Carlo Ancelotti, visando a Copa do Mundo de 2026. A prática contraria a Lei 14.790/2023, que determina que as apostas só podem ocorrer em mercados dentro de competições organizadas.
“Quem oferecer será fiscalizado e sancionado”, disse.
Na prática, foram veiculadas cotações para nomes como Neymar Jr., com odds indicadas de 1,15 para a convocação, notícia já repercutida pelo veículo Leo Dias, que também divulgou a confirmação da convocação pelo treinador. Outro nome citado pela casa de apostas foi o zagueiro Thiago Silva, enquanto o jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, informou anteriormente que o atleta não iria para o Mundial.
As autoridades destacam que as punições vão de advertências e multas até a cassação da licença, dependendo da gravidade do caso e do histórico da empresa. A SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas) do Ministério da Fazenda reforça que a regulamentação impede a oferta de mercados não autorizados e descreve os procedimentos para abertura de fiscalizações sempre que surgirem indícios de irregularidades.
A Betano não emitiu um posicionamento sobre o assunto até o momento. O Ministério da Fazenda reiterou que monitora o cumprimento das regras do mercado regulado de apostas de quota fixa, e que qualquer violação será apurada com as medidas cabíveis.
