Justiça nega novo pedido da defesa de Jairinho para adiar julgamento do caso Henry

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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou nesta segunda-feira um novo pedido da defesa de Jairinho para adiar o julgamento de Henry Borel. A defesa sustentava que deveria haver acesso integral a dados de um notebook apreendido no processo, alegação que, segundo eles, poderia influenciar o veredito. A decisão mantém o júri marcado para 25 de maio, mantendo o andamento do caso na cidade.

Henry Borel morreu no apartamento em que morava com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, Jairinho, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. O laudo do Instituto Médico-Legal apontou 23 lesões por ação violenta, incluindo laceração hepática. As investigações indicaram que Henry era vítima de tortura praticada pelo padrasto, com a mãe tendo conhecimento das agressões e, segundo a denúncia, contribuindo com a omissão de socorro. O Ministério Público denunciou Jairinho por homicídio qualificado e Monique Medeiros por homicídio por omissão de socorro.

O desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, relator da 7ª Câmara Criminal do TJRJ, rejeitou o pedido liminar. Em decisão divulgada nesta segunda, ele afirmou que não há ilegalidade nem urgência que justifiquem o franqueamento direto aos dados do notebook nem a participação de um assistente técnico neste estágio processual, destacando que as diligências já foram superadas e que a solicitação não encontra amparo legal. O júri permanece segundo a pauta definida.

Para Leniel Borel, pai de Henry e auxiliar da acusação, a nova decisão reforça o entendimento de que não existem fundamentos capazes de impedir a realização do julgamento. O conjunto probatório foi delineado ao longo de anos de investigação e instrução, com decisões recentes de ministros do STF ressaltando a necessidade de celeridade diante da gravidade dos fatos e dos riscos processuais presentes nos autos.

O caso Henry Borel continua sob os holofotes da cidade, com o MPRJ e o TJRJ mantendo o foco na apuração dos fatos e na responsabilização de quem, segundo as investigações, torturou a criança e participou de sua morte. A próxima etapa permanece atrelada à data do julgamento e ao desenrolar dos procedimentos legais, que seguem acompanhados pela sociedade.

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