Em Campinas, interior de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou o compromisso do Brasil com o controle de suas terras-raras, minerais estratégicos para tecnologias modernas. Em um evento que reuniu empresários, pesquisadores e autoridades locais, Lula deixou claro que o país está aberto a investimentos estrangeiros, desde que a soberania nacional seja preservada.
Durante a fala, ele afirmou que o Brasil não tem veto a ninguém e não opera com preferências por países específicos. Pode vir China, Alemanha, França, Japão, Estados Unidos ou qualquer outra nação para explorar os recursos, desde que haja respeito à autonomia nacional e à proteção dos interesses locais.
A declaração contrasta com posicionamentos anteriores. Em março, na Colômbia, Lula havia defendido as reservas brasileiras de terras-raras diante do interesse de potências estrangeiras, destacando que o Brasil já foi colonizado e não pode voltar a figurar apenas como exportador de matéria-prima.
As terras-raras são um conjunto de 17 elementos químicos usados na fabricação de baterias, turbinas eólicas, semicondutores, dispositivos eletrônicos e tecnologias militares. Embora o nome sugira escassez, o principal desafio envolve a exação, o processamento e os impactos ambientais, além dos custos envolvidos nesse ciclo produtivo.
Ao enfatizar soberania aliada a parcerias estratégicas, o governo sinaliza uma agenda para avançar na cadeia de valor desses minerais de forma responsável. O objetivo é fortalecer a posição do Brasil como protagonista no setor, sem abrir mão do controle sobre seu futuro tecnológico.
