O apoio ao fim da escala 6×1 para a jornada de trabalho no Brasil vem caindo nas últimas semanas, segundo levantamentos de Datafolha, AtlasIntel, Genial/Quaest e da Escuta Social da Abrasel. Os números indicam recuo do apoio, enquanto o tema segue no centro do debate público e no Congresso.
Dados do Datafolha mostraram 71% de apoio em março à redução da jornada máxima. Em um levantamento publicado em maio, esse índice caiu para 64% quando a pergunta passou a tratar diretamente do fim da escala 6×1.
A pesquisa Genial/Quaest registrou queda semelhante, passando de 72% em dezembro de 2025 para 68% em maio, com recuo observado entre diferentes grupos de trabalhadores e gestores.
O monitoramento da Escuta Social da Abrasel aponta recuo de 73% para 66% nas manifestações favoráveis entre moradores da região entre março e abril. Em 1º de maio, o índice oscilou para 67%, mas recuou para 64% nos dias seguintes, sinalizando volatilidade entre o comércio e serviços locais.
Outra pesquisa, da AtlasIntel, revelou 59,4% de apoio ao fim da escala 6×1 em 30 de abril, destacando uma tendência de queda gradual no conjunto das estatísticas analisadas.
Apesar das tendências gerais, as metodologias variam, o que dificulta comparações diretas. Enquanto o Datafolha tratou inicialmente da redução da jornada, a avaliação de maio foca diretamente na proibição da escala 6×1. A discussão ganhou impulso após manifestações de centrais sindicais, partidos e integrantes do governo, com entidades empresariais defendendo cautela por possíveis custos operacionais.
O tema permanece em debate no Congresso Nacional, com posições distintas entre setores que defendem a mudança e aqueles que alertam para impactos em comércio, serviços, saúde e transporte na cidade e na região.
