Diolindo Taveira Filho, empresário do Maranhão, fechou acordo com o Ministério Público Federal para evitar responder a processo, após admitir irregularidades em contratos de equipamentos destinados ao enfrentamento da Covid-19. Conforme a Polícia Federal, ele forneceu ventiladores pulmonares usados, apresentados como se fossem novos, por intermédio da própria empresa. Os aparelhos teriam sido destinados a dois municípios do Maranhão: Estreito e Amarante do Maranhão.
A investigação aponta que a fraude ocorreu na execução de contratos financiados com recursos do governo federal destinados ao combate à pandemia. O empresário concordou com um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) proposto pelo MPF. Os termos do ANPP não foram revelados, mas, em termos gerais, o acordo envolve a confissão de crime e o pagamento de valores, com o objetivo de evitar uma ação penal formal.
A homologação do acordo deve ocorrer no próximo mês. A reportagem tenta localizar a defesa do empresário, ainda sem sucesso até o momento.
No âmbito da Covid-19, o Brasil registrou mais de 716 mil mortes desde o início da pandemia, segundo o painel oficial do Ministério da Saúde. No Maranhão, foram registrados 503 mil casos e 11 mil óbitos, números que evidenciam o peso da doença mesmo após o início da vacinação e das medidas de combate.
