Resumo essencial: em Itanhém, após quase 20 anos, o júri absolveu o único réu presente no caso da morte do ex-prefeito de Vereda, Carlito Tanajura, encerrando a investigação sem que alguém tenha sido responsabilizado. A decisão mantém a região com a memória de um crime não completamente solucionado.
O julgamento ocorreu na tarde desta terça-feira, 19 de maio de 2026, no Fórum de Itanhém. O Conselho de Sentença decidiu pela absolvição de Escielis Correia Pinto, o “Helinho da Farinheira”, o empresário que ainda respondia pela morte do ex-prefeito, assassinado em 2006 na porta de casa.
A defesa argumentou a inexistência de provas materiais suficientes para comprovar a autoria e ressaltou o desaparecimento de outros acusados, o que enfraqueceu o caso. O pistoleiro citado como “Chapéu” não foi julgado neste processo, pois permanece foragido. Já Manoel Francisco da Mota, o “Chiquinho”, havia falecido, com a punibilidade extinta.
Com isso, o júri concluiu pela negativa de autoria de Helinho, encerrando o processo presente sem que outras pessoas pudessem ser responsabilizadas pelo crime. A decisão marca o fim de uma disputa judicial que se arrastou por mais de duas décadas.
Para a família de Carlito Tanajura, a absolvição chega como uma sensação amarga: a violência que tirou a vida do ex-prefeito permanece sem condenação, e a justiça não devolve resposta clara sobre quem orquestrou o assassinato. A cidade fica com a memória de um caso que ainda exige esclarecimentos.
Este desfecho reacende o debate sobre a eficiência das investigações e a necessidade de uma atuação mais robusta da Justiça na região, para que crimes graves não continuem a pairar como segredo entre moradores e autoridades.


