MP investiga candidato do União ao Senado no RJ por esquema de postos

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Resumo: O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu um procedimento para investigar o ex-prefeito de Belford Roxo, Marcio Canella, hoje candidato ao Senado pela União Brasil, em meio a suspeitas que envolvem ligações com milícias, possível interferência no Rioprevidência e uma rede de postos de gasolina administrados por terceiros. A apuração já tem oitivas marcadas e tramita com sigilo.

Segundo documentos do MPRJ, o caso está na fase inicial de oitivas, que devem começar na quinta-feira, 14 de maio. O procedimento tramita na Secretaria de Atribuição Originária Criminal (AAOCRIM), órgão responsável por apoio técnico-jurídico em investigações envolvendo autoridades com foro privilegiado.

Os fatos que estão sob investigação são de uma notícia-crime protocolada no MPRJ em abril deste ano. Entre as irregularidades relatadas estão a ligação de Canella com grupos criminosos, como milícias e o Comando Vermelho, a interferência dele no Rioprevidência — órgão central de escândalos com o Banco Master no Rio de Janeiro — e uma suposta rede de 97 postos de gasolina comandados por laranjas.

A notícia-crime também descreve a nomeação da mulher de Juracy Prudêncio, conhecido como Jura, miliciano, para o gabinete de Canella na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O documento cita ainda indicações políticas dos aliados, incluindo o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, para o Rioprevidência.

O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, indicado por Rueda, foi preso em janeiro por supostas irregularidades em operações financeiras com o Banco Master, que somariam cerca de 970 milhões de reais.

Canella afirmou que continua trabalhando e está à disposição da Justiça.

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