Resumo direto: um caminhão que transportava roupas da SKIMS, marca de Kim Kardashian, participou de um esquema de tráfico de cocaína. A apreensão ocorreu no porto de Harwich, em Essex, com 28 paletes da SKIMS e 90 pacotes de droga, avaliados em cerca de 7,2 milhões de euros. O motorista, um homem polonês de 40 anos, foi condenado a 13 anos de prisão. A operação aponta para o uso de cargas legítimas como fachada para crimes de grande escala.
De acordo com a National Crime Agency (NCA) do Reino Unido, o caminhão chegou a Harwich após atravessar do Hook of Holland, na Holanda, em 5 de setembro de 2025. Durante a inspeção, os agentes detectaram um compartimento oculto nas portas traseiras do reboque, onde estavam escondidos 90 pacotes de cocaína, cada um pesando cerca de 900 gramas. A carga de roupas da SKIMS era, aos olhos das autoridades, legítima, sem ligação aparente com o tráfico.
A apreensão revelou que o caminhão continha 28 paletes de produtos da SKIMS e que o carregamento tinha como destino a Inglaterra. Na investigação, foi constatado um uso inadequado da estrutura do veículo, com o compartimento secreto instalado para escondê-la. A polícia suspeita que o transporte envolvia uma organização criminosa responsável pela coordenação do envio e da distribuição da droga.
As autoridades estimam que a cocaína apreendida valia cerca de 7,2 milhões de euros (aproximadamente 8,4 milhões de dólares). Um registro de rastreamento mostrou uma parada de 16 minutos durante o trajeto, parada que não foi mencionada pelo motorista durante o interrogatório. Esse indicativo reforça a hipótese de participação simultânea do motorista e de uma rede criminosa na operação.
A SKIMS informou, por meio de nota, que não tinha qualquer conhecimento sobre a atividade criminosa nem ligação com a operação de tráfico, com o motorista ou com o caminhão citado. A marca reforçou que os produtos eram envios legítimos e que não há relação entre a empresa e o esquema.
O caso evidencia como rotas de comércio e moda podem servir de fachada para crimes de grande escala. As autoridades britânicas continuam as apurações para identificar outros envolvidos e entender como o compartimento oculto foi instalado sem detecção. A investigação segue sob a supervisão das forças de segurança, ressaltando a necessidade de fiscalização mais rigorosa em fronteiras e cadeias logísticas.
