Setor da Ajuda do PCC paga mesada a presos com bons serviços prestados

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Resumo: uma investigação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Federal aponta a existência de um “Setor da Ajuda” no PCC, usado como uma espécie de folha de pagamento. O esquema financia integrantes transferidos para presídios federais, familiares e operações da facção, com pagamentos que chegam a milhares de reais por mês e repasses por meio de contas de terceiros para ocultar a origem do dinheiro.

A apuração identificou pagamentos mensais variando entre R$ 1,5 mil e R$ 4 mil, realizado entre 2019 e períodos próximos, por meio do Setor da Ajuda. O núcleo é descrito como responsável por distribuir recursos a integrantes da facção e a parentes, além de custear visitas a prisões e irrigar outras áreas da organização.

Entre as vítimas dessa engrenagem, está Hugo Aparecido da Silva, apontado como operador estratégico da organização. Ele recebia cerca de R$ 4 mil por mês, verba reservada a membros que executaram missões importantes para o PCC, de acordo com as investigações.

O MPSP aponta Moacir Levi Correia, conhecido como “Bi da Baixada”, como uma das lideranças históricas da quadrilha na Baixada Santista. Ele é acusado de ocultar e dissimular valores originários das atividades do PCC, em conjunto com outros investigados. O processo tramita no Tribunal de Justiça de São Paulo e já envolve mandados de prisão e denúncias protocoladas ao longo de 2025. Defesas de Moacir e de Hugo não foram localizadas até o momento.

Segundo as investigações, o Setor da Ajuda funcionava como uma rede financeira paralela que não apenas custeava presos, mas também familiares, visitas a presídios e atividades ligadas à facção, com depósitos fracionados em contas de laranjas para dificultar o rastreamento. Partes da apuração indicam ainda que o dinheiro era utilizado para operações criminosas, incluindo aquisição de armas, tráfico de drogas e manutenção da estrutura da facção.

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