Resumo: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6×1 prevê dois dias de folga por semana já a partir de 2026, sem período de transição. A sinalização partiu do presidente da Câmara, Hugo Motta, ao relator da PEC 8/2025, Leo Prates. O Bahia Notícias aponta uma orientação interna de entrada direta neste ano, sem implementação gradual, com a possibilidade de os dias de descanso não precisarem ser consecutivos para evitar impactos econômicos.
Nos bastidores, o desafio central é o prazo de adaptação das empresas à redução da jornada semanal. Parlamentares reconhecem que a transição não precisa ocorrer de forma automática em todos os setores, diante de riscos de queda de produtividade e aumento de custos, o que pode exigir ajustes logísticos para manter a operação estável.
O debate também foca na forma de organização dos dois dias de folga. Embora a ideia seja oferecer descanso, a flexibilidade para não prejudicar o funcionamento das atividades aparece como ponto-chave, o que pode reconfigurar o cronograma de implementação pela indústria e pelos serviços.
Com a PEC 8/2025 em pauta, a decisão sobre o prazo final — se a mudança vale já neste ano ou se ficará para 2026 — promete impactos para trabalhadores, empresários e regiões com maior dependência de produção. O tema permanece no radar do Congresso Nacional, com desdobramentos diretos para moradores, localidade e o mercado.
