A influenciadora e advogada Deolane Bezerra manteve a posição de inocência após a deflagração da Operação Vernix, que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A prisão de Deolane, em Osasco, foi convertida em preventiva após a audiência de custódia, conforme autoridades, que a apontam como caixa da facção, recebendo recursos por meio de uma empresa de transportes associada ao grupo.
A defesa sustenta que as atividades atribuídas a Deolane ocorreram na condição de advogada e classifica as medidas da Justiça como desproporcionais. Em mensagens nas redes, Daniele Bezerra, irmã da influenciadora, reafirma a inocência de Deolane e questiona os valores mencionados pela investigação, dizendo que não existem indícios de giro financeiro como divulgado pela imprensa.
Ao todo, a operação envolveu seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. Entre os alvos estão o líder do PCC, Marcola, e Alejandro Camacho, irmão dele, além de Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Também aparece Everton de Souza, apontado como operador financeiro. Marcola e Alejandro já estão presos na Penitenciária Federal de Brasília.
A Justiça também bloqueou mais de R$ 327 milhões em bens e valores e sequestrou 17 veículos, incluindo carros de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, além de quatro imóveis ligados aos investigados. Na sequência, Deolane foi transferida, na madrugada de sexta-feira, para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no oeste paulista, onde ficará em uma sala preparada para receber detentas que aguardavam atendimento médico.
O caso segue em apuração, com a defesa mantendo a confiança na Justiça e na versão apresentada pela família. O desdobramento mobiliza a cidade, que acompanha os desdobramentos sobre o combate a organizações criminosas no estado e o papel de figuras públicas envolvidas na investigação.
