O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) assinou o contrato para elaborar os projetos de restauro do Terreiro Alaketu, Ilê Maroiá Láji, reconhecido como patrimônio cultural nacional. A empresa vencedora foi a LCN Arquitetura LTDA., com valor de R$ 262,5 mil.
O Terreiro Alaketu fica na Rua Luiz Anselmo, no bairro Matatu, em Salvador, e recebeu, em 2004, o reconhecimento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio nacional. Foi fundado por Maria do Rosário, conhecida como Otampê Ojarô, descendente da Família Real de Queto, que foi vendida como escrava ainda criança no Brasil.
Maria do Rosário conquistou a liberdade, retornou ao continente africano, casou-se e, ao retornar ao Brasil, abriu o espaço religioso que ocupa 1.500 metros quadrados no miolo da capital baiana.
Ao longo de seis gerações, o terreiro teve várias lideranças, entre as quais se destaca Olga Francisca Régis, conhecida como Olga de Alaketu, a quarta ialorixá, que conduziu o espaço por 57 anos (1925-2005).
A licitação recente evidencia o empenho da cidade em preservar o patrimônio cultural. O projeto executivo de restauro, contratado por meio da LCN Arquitetura LTDA., busca manter a memória do Terreiro Alaketu e sua relevância histórica para os moradores da região.
