Um surto de ebola na República Democrática do Congo já deixou 139 mortes e quase 600 casos prováveis, segundo a OMS. O vírus atinge 12 zonas de saúde, sendo 9 em Ituri e 3 em Kivu do Norte. Dois casos foram confirmados na cidade de Bukavu, na região de Sud-Kivu, e o risco avaliado para o país e para a região é alto, com impacto global considerado baixo. A cepa em circulação é Bundibugyo, conhecida por surtos anteriores em Uganda e na própria RDC.

Até o momento, 12 zonas de saúde foram afetadas: 9 em Ituri e 3 em Kivu do Norte. Bukavu registrou dois casos confirmados. Segundo relatos citados pela agência RFI, a vítima inicial de 28 anos faleceu antes de o diagnóstico ser confirmado. A OMS mantém o quadro de risco alto no nível nacional e regional, com alerta de que a situação pode evoluir nos próximos dias.
A epidemia é impulsionada pela variante Bundibugyo, associada a surtos anteriores com letalidade estimada entre 30% e 50%, conforme avaliação da ONG Alima. Não existe vacina específica para essa cepa no momento. Dois candidatos vacinais estão em desenvolvimento, mas a disponibilidade pode levar até nove meses.
A resposta ao surto ocorre em um contexto de conflito, com a região entre as províncias de Ituri e Kivu do Norte dividida entre as forças congolesas e o grupo armado M23. Esse cenário complica ações de vigilância, monitoramento de casos e implementação de medidas de controle, tornando essencial a coordenação entre autoridades de saúde, municípios e a população local para conter a transmissão e evitar novos desfechos.
