A Suprema Corte de Cassação da Itália negou o pedido de extradição de Carla Zambelli e determinou a sua libertação. A decisão anulou a ordem anterior da Corte de Apelações que autorizava o retorno da ex-deputada ao Brasil. O processo agora segue para o Ministério da Justiça italiano. Zambelli continua presa preventivamente na Penitenciária de Rebibbia, em Roma, desde julho de 2025.
Em nota, o advogado Fabio Pagnozzi afirmou que a decisão demonstra que a ex-parlamentar é alvo de perseguição política. A confirmação do tribunal foi veiculada pelo portal UOL e pela Jovem Pan.
Linha do tempo relevante: em maio de 2025, a Primeira Turma do STF condenou Zambelli a 10 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, por invasão aos sistemas do CNJ. No mesmo mês, ela deixou o Brasil e, partindo de Buenos Aires, seguiu para a Flórida. Em junho, chegou à Itália, acreditando estar protegida pela cidadania italiana, e foi incluida na lista de difusão da Interpol.
Em agosto de 2025, o STF another vez a condenou, desta vez a cinco anos e três meses de prisão, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal — episódio envolvendo perseguição a um homem nas ruas de São Paulo, antes das eleições de 2022.
Em dezembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, revogou a decisão da Câmara dos Deputados de manter o mandato de Zambelli. Dias depois, a ex-deputada renunciou ao cargo. A nova decisão da Itália coloca a análise sobre o futuro da ex-parlamentar sob a alçada do Ministério da Justiça local, abrindo caminho para desfechos jurídicos adicionais.
