Explosão no Jaguaré: sem hotel, desalojados cobram auxílio-aluguel

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Em Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, uma explosão de gás causou duas mortes, danificou dezenas de imóveis e deixou famílias desabrigadas. O governo do estado, em parceria com Sabesp e Comgás, diz estar mobilizado para oferecer solução habitacional e auxílio financeiro. Um protesto desta sexta-feira reuniu moradores cobrando respostas rápidas e mais apoio.

A manifestação aconteceu na Avenida Presidente Altino, com cerca de 60 moradores participando. Houve depredação de materiais e interrupção de vias como forma de pressionar as concessionárias e o governo pela assistência às famílias afetadas. Um morador desabafou ao Metrópoles:

“Colocaram R$ 800, mas ninguém aceitou… depois vieram com uma nova proposta de R$ 1500. Na região do Jaguaré, é muito difícil arranjar um aluguel nesse valor.”

O governo paulista informou que, por meio da CDHU, está oferecendo alternativas habitacionais, incluindo transferência para apartamentos mobiliados, carta de crédito para aquisição de imóvel e auxílio?aluguel. A Sabesp disse manter equipes atuando diariamente, com suporte social, psicológico e atendimento às famílias, em conjunto com a Comgás, que coordena a assistência emergencial e a recuperação dos imóveis atingidos.

Até o momento, a Comgás afirmou ter disponibilizado auxílio emergencial de 5 mil reais para 779 famílias e vistoriado 300 imóveis, com ações de limpeza, reparos emergenciais e parte das reformas já em andamento. O governo informou que a Sabesp e a Comgás devem custear as medidas de mobília e suporte social, enquanto a CDHU monitora a oferta de alternativas habitacionais para as pessoas desabrigadas.

Desde 11 de maio, data da explosão, a área ficou isolada para buscas de possíveis vítimas. Ao menos 35 imóveis foram atingidos, com janelas e portas danificadas; 46 imóveis foram interditados pela Defesa Civil e cerca de 160 moradores passaram a receber assistência. A energia da região foi desligada para garantir a segurança. A Arsesp confirmou que solicitará aos concessionários todos os documentos e registros operacionais da obra que originou o incidente.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Justiça ouve envolvido no ataque a policiais civis na casa de Oruam

Rio de Janeiro — A Justiça do Rio realizou nesta terça-feira a audiência de instrução e julgamento do caso envolvendo Mauro Davi dos...

Deputado Val Ceasa é alvo de operação no Rio por suposto elo com o TCP

Uma operação conjunta entre o Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Civil resultou na expedição de 14 mandados de busca...

Primeiro dia de julgamento de policiais por morte de Geovane Mascarenhas durou mais de 10 horas

Resumo do caso Sete policiais militares respondem pela morte de Geovane Mascarenhas de Santana, ocorrida em 2014. O primeiro dia do julgamento, realizado...