Eduardo Bolsonaro acionou autoridades dos EUA após um repórter do Intercept Brasil bater à porta de sua residência, no Texas. O ex-deputado afirma que o episódio envolve invasão de privacidade e riscos para sua esposa e filha, solicitando acompanhamento das autoridades locais.
Em suas redes, ele mencionou a possibilidade de ligação entre a abordagem e uma facção criminosa paulista, questionando o que pretendem pessoas ligadas ao PCC ao invadir sua privacidade e constranger sua família de apenas cinco anos.
Ele disse ter se sentido ameaçado e ressaltou que, no Texas, a posse de armas é comum. Segundo o ex-parlamentar, não se trata de ameaça, mas de registrar a gravidade da situação vivida em sua casa.
Em vídeo, Eduardo completou dizendo que as visitas à sua residência costumam ser de pessoas que ele conhece, o que, na leitura dele, aumenta a gravidade do episódio.
O Intercept Brasil, veículo também envolvido em reportagens sobre transações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aponta indícios de que recursos teriam sido intermediados para financiar um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro. O destino final seria um fundo nos Estados Unidos gerido por um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro.
Não há confirmação pública do endereço de Eduardo no Texas. O Arlington Police Department não emitiu pronunciamento sobre o caso.
Há suspeitas de que os valores discutidos estejam ajudando a sustentar a permanência do ex-parlamentar no território norte-americano. Em nota encaminhada à Metrópoles, a redação do Intercept Brasil afirma que um jornalista contratado atua de forma ética na apuração e continua acompanhando o caso.
Leia a nota na íntegra: “Estamos acompanhando a situação envolvendo um jornalista local experiente, contratado pelo Intercept Brasil para esta cobertura, incluindo ameaças, mentiras e exposição pública relacionadas ao exercício da atividade jornalística, que cumpre todos os padrões éticos e profissionais. No momento, seguimos acompanhando o caso e avaliando os desdobramentos relacionados à segurança do profissional envolvido”, encerra o Intercept.
Sede do Arlington Police Department | Foto ilustrativa: Reprodução / Google Maps
