Após aposta em Pacheco, esquerda mineira se fragmenta e complica Lula

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Minas Gerais vive a expectativa de quem vai disputar o governo. O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) pode não concorrer, mas o PT aguarda uma decisão final de Lula para confirmar o apoio ou indicar outra opção. A indisposição entre aliados cresce diante da falta de definição do partido.

Pacheco tem sinalizado que ainda não decidiu sobre o Palácio Tiradentes e só deve anunciar algo após o aval do presidente Lula. Em MG, petistas lembram que a eleição de 2022 foi decisiva para Lula ter vitória no estado, com 50,20% dos votos válidos no segundo turno contra 49,80% de Jair Bolsonaro, o que não tem sido suficiente para fechar o jogo agora.

Enquanto isso, o PT avalia alternativas. Alexandre Kalil (PDT) surge como nome conhecido de Minas e com histórico de aliança com o PT na campanha de 2022. A leitura é que ele ajuda a ampliar o diálogo com partidos da esquerda e da base, embora haja resistência em alguns setores da legenda. Também aparece a possibilidade de apoio da Rede-Psol em conjunto com o PT.

Outra opção é o MDB, com Gabriel Azevedo, que já conversa com várias siglas, inclusive com o PT mineiro. Contudo, há ressalvas sobre o histórico de rupturas de Azevedo com outros grupos, como PSDB, o que preocupa parte da base. Azevedo garante que mantém relação cordial com lideranças, incluindo Aécio Neves.

Entre as candidaturas internas, o PT tem o Reginaldo Lopes, deputado federal e vice-líder do governo no Congresso, que diz que o candidato virá de quadros do PT de Minas, ainda sem definição de quem será. Também aparecem nomes como a ex-reitora Sandra Regina Goulart e Rogério Correia como possibilidades.

Há também menções a nomes do PSB, como Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, apoiado por fações que mantêm boa relação com o vice-presidente Geraldo Alckmin. Além disso, o ex-procurador-geral de Justiça de Minas, Jarbas Soares Júnior, é citado como opção que busca o suporte do Judiciário local.

No cenário federal, Pacheco deve se encontrar com Lula e com Alckmin para anunciar uma desistência, ainda sem data marcada. A leitura é de que Lula tenta, pela última vez, convencer o mineiro a disputar o governo. Do lado de Brasília, cresce a aposta de que o presidente do Senado pode ter espaço para indicar Pacheco a um cargo federal, como o TCU, caso Bruno Dantas deixe o posto antes do previsto. Enquanto isso, Lula já indicou Jorge Messias para o STF, decisão que ainda não foi apreciada pela Câmara, deixando o desfecho em aberto.

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