EUA criticam ameaças do Hezbollah e reforçam apoio ao governo do Líbano

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Washington reforçou o apoio ao governo do Líbano em meio a uma escalada regional que envolve Israel, Irã, o Líbano e grupos alinhados a Teerã. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as ameaças do Hezbollah para derrubar o governo não terão sucesso, em mensagem divulgada no X e em comunicado oficial. Uma nova rodada de negociações entre Líbano e Israel está marcada para junho, em Washington, enquanto o presidente Donald Trump diz que as negociações com Teerã avançam.

Rubio destacou que o Hezbollah continua pressionando, desrespeitando pedidos de cessar-fogo das autoridades libanesas, bombardando posições israelenses e movendo combatentes e armamentos para o sul do Líbano. Em tom firme, o secretário escreveu que o “fim de uma era” em que um grupo terrorista controlava um estado está próximo, reiterando a posição de Washington contra ações que aumentem a tensão na região.

Naim Qasem, líder do Hezbollah, rebateu dizendo que entregar as armas seria equivalente à destruição do grupo. Ele pediu que o governo libanês abandone as conversas com Israel e afirmou que aguarda que, se houver acordo entre Washington e Teerã, ele inclua também uma trégua no Líbano.

O contexto é de intensificação de conflitos na região, com a administração americana buscando uma solução diplomática que proteja seus aliados e reduza a influência de grupos armados. A próxima rodada de negociações entre Líbano e Israel, prevista para junho em Washington, é vista como uma tentativa de avanços, ainda que as divergências permaneçam e a atuação de atores externos continue influente.

Análise: o cenário mostra a região sob pressão, mas o tom dos Estados Unidos é de firme apoio ao governo libanês e de reforço à vigilância sobre grupos armados. Com Trump no comando, as próximas semanas devem esclarecer se o Líbano conseguirá manter a estabilidade diante de tensões internas e externas.

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