Tarcísio pode substituir Flávio na corrida presidencial? Entenda regra

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Em meio à crise envolvendo Flávio Bolsonaro, ligada a uma relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Tarcísio de Freitas (Republicanos) surge como alternativa de direita para a corrida presidencial. Contudo, ele não pode concorrer neste ano por desincompatibilização, conforme o Tribunal Superior Eleitoral. O foco está na eleição de 2026, e as pesquisas apontam Lula à frente, com o calendário definindo o primeiro turno para 4 de outubro. Cada eleitor deverá votar em seis cargos, incluindo presidente, deputado federal e estadual, senador (duas opções) e governador.

“O afastamento deveria se dar no prazo de até seis meses antes da eleição. Como não aconteceu, o governador só poderá concorrer à reeleição ao mesmo cargo”, explica Guilherme Barcelos, advogado e especialista em direito eleitoral.

Segundo o calendário, o dia 4 de abril foi o prazo final para o registro no TSE de estatutos de partidos e federações que participarão do pleito, bem como a formalização do domicílio eleitoral.

Em 2026, o primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro. Cada eleitor deverá votar em seis cargos: presidente, deputado federal, deputado estadual, senador (duas opções) e governador.

Nas pesquisas,

No Datafolha, o segundo turno aponta Lula (PT) com 47% e Flávio Bolsonaro (PL) com 43% das intenções de voto, mantendo o petista na dianteira no duelo nacional.

A AtlasIntel/Bloomberg mostrou crescimento da vantagem de Lula sobre Flávio, com queda de cinco pontos percentuais do pré-candidato do PL no primeiro turno e de seis pontos no segundo turno: 41,8% contra 48,9%. Na leitura anterior, os dois estavam tecnicamente empatados: Flávio 47,8% e Lula 47,5%.

Metodologia questionada. Após a divulgação, Flávio acionou o TSE contra o estudo, argumentando que o questionário foi estruturado para induzir uma percepção negativa dele. O PL sustenta que a sondagem teria orientações que prejudicam a imagem do pré-candidato.

No levantamento, 95,6% dos entrevistados disseram ter tomado conhecimento do vazamento, e 65,2% afirmaram não terem se surpreendido. Para 45,1%, a repercussão enfraqueceu muito a candidatura de Flávio.

Por outro lado, o Paraná Pesquisas mostrou que a crise na pré-campanha de Flávio não contaminou a candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição como governador de São Paulo, com 47,3% contra 33,5% de Haddad. Os outros dois candidatos, Kim Kataguiri e Paulo Serra, não atingiram 5% cada. O estudo aponta estabilidade em relação aos levantamentos anteriores, dentro da margem de erro de 2,5 pontos.

O panorama atual mostra ajustes no apoio, com Lula mantendo vantagem em parte das pesquisas, enquanto a direita busca consolidar Tarcísio como alternativa viável para a presidência. A dinâmica promete novos desdobramentos à medida que 2026 se aproxima.

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