Paciente com esclerose múltipla comemora acesso a tratamento no SUS

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Medicamento oral incorporado ao SUS amplia autonomia de pacientes com esclerose múltipla

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a incorporar a cladribina oral para pessoas com esclerose múltipla remitente-recorrente altamente ativa, ampliando a autonomia de quem vive com a doença. O caso da enfermeira Marcela Luz, 35 anos, de Salvador, ilustra como a medida pode mudar trajetórias, abrindo caminho para projetos pessoais antes impossíveis.

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória e autoimune que afeta o cérebro e a medula espinhal, prejudicando a mielina que envolve as fibras nervosas. O quadro é diverso: visão turva, formigamentos, fadiga extrema e fraqueza muscular são entre os principais sinais, que podem aparecer e desaparecer ao longo do tempo.

Marcela diagnosticou-se em meio a sintomas que começaram em 2015. Hoje, no segundo ano de tratamento via rede pública, ela afirma ter recuperado parte de sua autonomia e pode planejar projetos que ficaram em segundo plano.

“Quando soube que o medicamento entraria para o SUS, fiquei super feliz. Por mais que eu me planejasse financeiramente, seria inacessível.”

O acesso ampliado ao tratamento, com o SUS, vai além da cladribina oral. A gestão pública também disponibiliza outras terapias modificadoras da doença, escolhidas conforme avaliação médica, além de acompanhamento multidisciplinar com neurologistas, fisioterapeutas e equipes de suporte. A pesquisadora Daniela de Araújo, da UnB, destaca que a diversificação terapêutica permite adaptar o tratamento às necessidades individuais de cada paciente.

O benefício vai além do controle clínico: a disponibilidade de terapias via SUS alivia o custo direto para o paciente e facilita a adesão, contribuindo para uma qualidade de vida melhor. Como aponta o médico Fabio Armentano, liderando Neurologia & Immunologia, a ampliação das opções para a EM no SUS pode reduzir o peso da doença no dia a dia das pessoas.

Hoje a esclerose múltipla afeta cerca de 40 mil brasileiros, segundo a ABEM, com ~2,8 milhões de casos no mundo. Embora não haja cura, os tratamentos existentes ajudam a reduzir a atividade inflamatória, os surtos e a progressão da doença, especialmente quando há escolha terapêutica alinhada ao perfil do paciente.

O tratamento é definido de forma individualizada, levando em conta a atividade da doença, histórico clínico e resposta a terapias anteriores. Além da cladribina oral, o SUS oferece opções injetáveis, infusões e outros remédios orais, sempre acompanhados por uma equipe de saúde dedicada à EM.

Para Marcela, o acesso gratuito a esse tratamento representou mais do que controle da doença: foi a chance de olhar para o futuro com mais tranquilidade.

“Que bom que conseguimos ter acesso a essa medicação sem custo.”

Para facilitar a leitura, contextualizamos a importância de a EM ter tratamento diversificado disponível no SUS: isso ajuda a alinhar a terapia ao estilo de vida de cada pessoa, reduzindo o fardo financeiro e fortalecendo a adesão ao tratamento.

Se você conhece alguém com esclerose múltipla ou já vivenciou a experiência de acesso a terapias públicas, conte-nos nos comentários como essa abertura de opções afetou a sua vida ou de quem você conhece.

Meta descrição: A ampliação do acesso à cladribina oral pelo SUS, aliada a um cuidado multiprofissional, está redefinindo a vida de pacientes com esclerose múltipla no Brasil. Leia a reportagem completa e conheça histórias reais de transformação.

Deixe sua opinião nos comentários: você acredita que o aumento do acesso a tratamentos públicos pode mudar o curso da EM para mais pessoas?

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