Resumo: o Ministério do Trabalho aponta que a Bahia tem 596.501 trabalhadores na escala 6×1 que poderiam migrar para a 5×2 com a proposta de reduzir a jornada de 44 para 40 horas, mantendo dois dias de descanso e sem diminuição salarial. Nacionalmente, 14,9 milhões estariam nessa transição, dentro de um total de 44,7 milhões que já trabalham acima de 40 horas.
A proposta foi apresentada pelo presidente Lula, que enviou ao Congresso um projeto com urgência constitucional para encurtar a semana de trabalho, ampliar o tempo para a família, o lazer e a cultura, e, segundo ele, aumentar a produtividade. A ideia é consolidar uma mudança que já gera debate há anos.
No estado, 1.697.593 trabalhadores seriam contemplados pela redução para 40 horas semanais, atingindo setores como comércio, serviços, indústria e logística. O número reforça o impacto regional esperado com a adoção gradual do modelo 5×2 no lugar do 6×1.
Dados nacionais mostram que 38,6 milhões de trabalhadores já cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais. Desse total, 37,2 milhões atuam em 44 horas e 1,4 milhão fica entre 40,1 e 43,9 horas por semana, indicando grande parte da força de trabalho com horas acima do considerado limiar padrão.
Distribuição por região, o Sudeste concentra o maior contingente de trabalhadores na escala 6×1, com 7 milhões. Em seguida aparecem o Sul (2,9 milhões), o Nordeste (1,97 milhão), o Centro-Oeste (1,34 milhão) e o Norte (751,7 mil).
Estados em destaque, entre os maiores números de 6×1 estão São Paulo, com 4,28 milhões; Minas Gerais, 1,46 milhão; Rio de Janeiro, 1,05 milhão; Paraná, 1,03 milhão; e Santa Catarina, 1,04 milhão. A lista evidencia que a transição alcançaria diferentes economias regionais.
Para além dos números, o presidente ressaltou que reduzir a jornada para 40 horas, com dois dias de descanso, não deve gerar redução salarial. A mudança, se aprovada, busca conciliar bem?estar, equilíbrio familiar e produtividade, refletindo uma nova fase do trabalho no país.
