No Rio de Janeiro, o júri do caso Henry Borel ganha novo capítulo: Jairinho e Monique Medeiros voltam ao banco dos réus, em sessão marcada para a próxima segunda-feira no 2º Tribunal do Júri, no centro da cidade. A audiência deve contar com pelo menos 15 jurados e promete iniciar as etapas de testemunhas, perícias e debates para esclarecer o homicídio do menino de 4 anos.
A preparação do júri traz à tona o desfecho de um rito judicial que já enfrentou atrasos. Na data do primeiro julgamento, a defesa de Jairinho pediu o adiamento por suposta falta de acesso a provas; o requerimento foi negado pela juíza. Em seguida, os advogados deixaram o plenário. Em abril, o ministro Gilmar Mendes restabeleceu a prisão preventiva de Monique Medeiros, que se entregou à polícia no dia 20 e retornou à prisão.
Segundo a denúncia, Jairinho é acusado de homicídio qualificado por meio cruel, com episódios de tortura que impossibilitaram a defesa da vítima. A mãe, Monique Medeiros, é acusada de omissão qualificada por motivos torpes que contribuíram para o crime. A Justiça aponta, ainda, que houve sofrimento físico e mental imposto ao menino em fevereiro de 2021.
Na sessão de 25 de maio, o protocolo prevê a presença mínima de 15 jurados. As testemunhas da acusação serão ouvidas primeiro, seguidas pelas da defesa. Entrevistas de peritos, acareações e o interrogatório dos acusados integram a ordem do dia. A acusação pode usar até 2h30 e a defesa terá o mesmo tempo. Ao final, os jurados respondem a quesitos sobre materialidade e autoria, e a decisão é proferida pela juíza por maioria.
O pai de Henry, Leniel Borel, manifestou apreensão com a possibilidade de mais mudanças no plenário. “Os advogados do Jairinho indicaram que podem abandonar a sessão novamente. Seria um grande escárnio com a Justiça, com a memória do meu filho e com minha família”, afirmou, destacando o impacto de atrasos sobre a memória de Henry e sobre a confiança da comunidade.
O caso continua sob o olhar atento da cidade, que aguarda um desfecho claro sobre as responsabilidades pela morte de Henry Borel. Palavras-chave: Henry Borel, Jairinho, Monique Medeiros, júri, Rio de Janeiro, homicídio qualificado, omissão qualificada.
