FIEB e SSP discutem ações de combate ao furto de cobre em áreas industriais da Bahia

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Resumo inicial: na Bahia, representantes da indústria se reuniram com o secretário estadual de Segurança Pública, Marcelo Werner, para debater o aumento de furtos e invasões de cabos de cobre em áreas industriais. O objetivo é proteger a produção, empregos e a economia regional diante de essa grave prática.

Representantes da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) se reuniram nesta segunda-feira (25) com o secretário Marcelo Werner. O encontro contou com a presença de Eduardo Salles, deputado estadual e presidente da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da ALBA, além de Hilton Lima, vice-presidente da FIEB e presidente do Procia, empresários do setor industrial e representantes das forças de segurança.

Gabriela Oliveira, empresária da Ecopel, unidade em Mata de São João, descreveu interrupções nas operações após criminosos furtarem cabos subterrâneos e componentes da rede elétrica. “Estamos há dias sem conseguir operar normalmente. É uma situação muito difícil para os colaboradores e para a continuidade da atividade industrial. Além do prejuízo financeiro, existe hoje um sentimento de insegurança muito forte”, afirmou.

Hilton Lima, vice-presidente da FIEB, declarou que o objetivo do encontro é definir ações para combater crimes que afetam diretamente a produção industrial. “As empresas têm sofrido perdas enormes, tanto pela interrupção da produção quanto pela queda no faturamento. Nosso intuito é discutir ações para enfrentar esse tipo de crime”, disse.

Marcelo Werner destacou que o furto de cobre é um dos principais desafios da segurança pública e citou operações como a Metallis, voltada ao combate à receptação de metais. Segundo ele, as características dos casos apontam planejamento e possível participação de pessoas com conhecimento interno das operações industriais.

Jorge Figueiredo, delegado-geral de Operações da Polícia Civil, participou do encontro e lembrou que o furto de cobre é um problema nacional impulsionado pelo alto valor comercial do material. A participação conjunta de seguimento público-privado busca impedir novas investidas e preservar empregos na Bahia.

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