Irã acusa EUA de violar cessar-fogo após novos bombardeios

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Em 26 de maio de 2026, o Irã acusa os Estados Unidos de violar o cessar-fogo ao bombardear alvos de mísseis iranianos e embarcações ligadas à instalação de minas durante a noite, em meio a negociações em Doha para pôr fim à guerra. O acordo de 8 de abril permanece frágil, com sinais de progresso nas conversas, mas a tensão volta a ganhar corpo.

De acordo com o Comando Central dos EUA, o ataque desta terça-feira atingiu locais de lançamento de mísseis iranianos e embarcações associadas aos planos de minagem.

A Marinha britânica UKMT informou que uma explosão externa danificou um petroleiro na costa de Omã, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã afirma ter abatido um drone americano que violava o espaço aéreo e ter disparado contra uma aeronave F-35.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã qualificou as ações dos EUA como grave violação do cessar-fogo na província de Hormozgan nas últimas 48 horas, acrescentando que o Irã não deixará de responder a hostilidades.

A internet, cortada desde o início da guerra, foi parcialmente restabelecida, segundo a organização NetBlocks. O vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Aref, disse que o governo iniciou as primeiras medidas para restabelecer o acesso.

No campo diplomático, Mohammad Bagher Ghalibaf e Abbas Araghchi viajaram a Doha, em sua primeira missão desde o início do conflito. O porta-voz Esmaeil Baqaei disse que grande parte dos temas já foi acordada, mas não há confirmação de que a assinatura do acordo seja iminente. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o acordo continua possível. A agência Tasnim lembra que o Irã também busca a liberação de cerca de 24 bilhões de dólares em ativos congelados no exterior como parte do processo de encerramento da guerra.

Enquanto isso, Donald Trump, em seu segundo mandato nos Estados Unidos, busca uma saída para a guerra que afetou a economia global pelo controle do estreito de Ormuz. Do lado de Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu esmagar o Hezbollah, exigindo que qualquer acordo também trate dos combates no Líbano. O Irã pediu a evacuação de Nabatieh, no sul do Líbano, em preparação para novos ataques.

O quadro permanece volátil, com negociações em Doha e ataques intermitentes mantendo a região em alerta. As próximas semanas devem indicar se há espaço para um cessar-fogo estável e uma saída diplomática duradoura.

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