Policiais candidatos não poderão usar imagem da instituição em campanha

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A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo soltou uma portaria que veta o uso de armas, uniformes, viaturas, prédios, símbolos e logotipos da instituição em propaganda eleitoral, com encaminhamento de denúncias ao Ministério Público Eleitoral. A norma vale para policiais em pré-campanha que usem a posição ou a imagem funcional para promover candidaturas, principalmente nas redes sociais. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado na quarta-feira (8/7).

Assinada pelo corregedor-geral Joã o Batista Beolchi, a portaria detalha que não se pode associar a candidatura a itens da estrutura policial nem divulgar imagens que transmitam apoio oficial da corporação. Além disso, a regra estende-se a fotos e vídeos que conectem a candidatura à função do policial, tornando clara a necessidade de separar a carreira pública da atuação política.

A norma estabelece ainda que a comunicação ao Ministério Público Eleitoral deve ocorrer mesmo antes da conclusão de eventual processo disciplinar. Na prática, o policial pode ser investigado simultaneamente por possível violação funcional e por infração à legislação eleitoral, com casos mais graves encaminhados à Justiça Eleitoral.

Entre as restrições estão o uso eleitoral de viaturas, prédios da polícia, armas institucionais, uniformes, equipamentos, distintivos, brasões e logotipos. A portaria também impede que imagens ou vídeos associem a candidatura à condição de funcionário público ou transmitam a ideia de apoio oficial por parte da corporação.

Outra diretriz proíbe que operações policiais, investigações, prisões, apreensões ou diligências sejam aproveitadas como propaganda de campanha. Mesmo que o caso esteja em andamento ou já encerrado, a divulgação de imagens, documentos, áudios ou informações não públicas não pode servir para promover uma candidatura. Em contrapartida, os policiais continuam autorizados a manter perfis pessoais em redes sociais para expressar opiniões políticas, desde que não vinculem ações da corporação a uma candidatura.

Abaixo está uma galeria com imagens relacionadas à Polícia Civil de São Paulo, usadas para contextualizar a matéria, preservando apenas aquelas com largura superior a 500 px:

Pontos-chave da decisão indicam que, mesmo em situações de rotina, como ações de operação ou investigações, o uso de elementos oficiais em contexto eleitoral pode induzir o público a crer que há apoio institucional. A Portaria reforça a necessidade de separar claramente as funções públicas das ações políticas dos agentes.

Em síntese, a norma busca evitar que o aparato policial seja instrumentalizado para favorecer candidaturas, protegendo tanto a isenção institucional quanto o interesse público. A decisão também sinaliza um endurecimento do controle sobre como policiais podem se posicionar politicamente sem comprometer a credibilidade da instituição.

E você, leitor, o que acha dessa medida? Acha que há espaço suficiente para manter a atuação profissional e a participação política sem conflitar com a imagem da Polícia Civil? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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