Movimentações dentro da base governista baiana colocam em disputa a suplência da chapa de Jaques Wagner (PT). Entre os favoritos estão Quinho Tigre, ex-prefeito de Belo Campo, e a deputada federal Lídice da Mata (PSB), cujos nomes ganharam peso no cenário político do estado.
Lídice da Mata, atual presidente estadual do PSB, já sinalizou abertura ao convite para ocupar o espaço. Ela é pré-candidata à Câmara Federal, e a definição de sua posição como primeira suplente depende de renúncia ao acordo formal entre as siglas.
Wagner já procurou Lídice na última semana para formalizar o convite. A estratégia tem motivação ligada a uma dívida de gratidão do grupo com a deputada, especialmente pelo cenário de 2018, quando Lídice deixou de integrar a chapa majoritária.
O assento na suplência também envolve Angelo Coronel, então presidente da Assembleia, que rompeu com o grupo governista. Hoje ele disputa a reeleição na chapa do ex-prefeito ACM Neto.
Pesquisas internas apontam vantagem de Lídice na disputa pela Câmara Federal, sobretudo pela capital Salvador. Caso ela se afaste da suplência, o PSB pode reorganizar a chapa federal, abrindo espaço para nomes como Mario Negromonte Jr. e Vitor Bonfim na disputa de 2026.
Quinho Tigre também sinalizou interesse em ocupar a suplência. Em entrevista ao Blog do Anderson, ele afirmou ser “soldado do PSD” e disse estar à disposição para os próximos passos, conforme avaliação do cenário estadual.
Otto Alencar, presidente estadual do PSD, negou qualquer conversa oficial com Wagner sobre a indicação de Quinho para a suplência. Não houve indicação formal nem tratativas diretas envolvendo o nome do ex-prefeito, segundo o senador, que disse que precisa tratar do tema com Wagner.
