Três técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta, em Taguatinga, são acusados de matar pacientes na UTI entre novembro e dezembro do ano passado. A fase de instrução começou nesta semana, com a oitiva de oito testemunhas no primeiro dia e previsão de 32 ao todo até 8 de junho. Os acusados são Amanda Rodrigues Sousa, 28, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22.
A audiência de instrução, voltada apenas para produção de provas, teve início nesta quarta-feira (27/5) e contou com o depoimento do delegado Maurício Iacozzilli, cujo interrogatório durou mais de uma hora. Houve atraso no começo, que atrasou o cronograma do Tribunal do Júri de Taguatinga.
Nos dias 29 de maio e 1º de junho, oito testemunhas foram ouvidas em cada sessão. O cronograma prevê novas oitivas até o último dia, quando as oito testemunhas de defesa e o interrogatório dos três acusados ocorrerão em 8 de junho.
Acusações apontam três homicídios e cinco tentativas ocorridos na UTI do Anchieta entre novembro e dezembro do ano passado. As vítimas foram Marcos Moreira, 33 anos, João Clemente Pereira, 63, e Miranilde Pereira da Silva, 75. O processo tramita em segredo de Justiça, com depoimentos acompanhados apenas pelas partes já cadastradas.
A investigação indica que Marcos Vinícius ficava responsável por injetar as medicações, com Amanda e Marcela dando cobertura. Em alguns casos, as doses teriam sido elevadas em até 10 vezes, tornando as substâncias tóxicas e letais; houve registro de aplicação de desinfetante em uma das vítimas.
Galeria de imagens registra momentos da audiência, com registros do delegado e das viaturas, além de cenas do entorno do tribunal.





Cronologia do caso mostra a evolução das investigações desde a deflagração da operação até o início da instrução:
Veja a cronologia do caso:
- Em 11 de janeiro, a Polícia Civil do DF (PCDF) deflagrou a primeira fase da Operação Anúbis. Dois investigados foram presos temporariamente, e mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
- Ainda sem a divulgação pública: o teor da operação só foi noticiado em 19 de janeiro, quando a PCDF confirmou a prisião de três técnicos de enfermagem por suspeita de envolvimento em mortes de pelo menos três pacientes do Hospital Anchieta.
- O caso foi denunciado ao fisco pela própria instituição, após notar estranheza nos óbitos e semelhança entre os casos.
- Descobriu-se que Amanda Rodrigues de Sousa (28), Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo (24) e Marcela Camilly Alves da Silva (22) teriam injetado altas doses de medicamentos que provocaram parada cârdíaca em João Clemente Pereira (63); Marcos Moreira (33); e Miranilde Pereira da Silva (75).
- Segundo as investigações, Marcos Vinícius seria o responsável por injetar as medicacões, com Amanda e Marcela dando apoio.
- O Metrópoles tivemos imagens que mostram técnicos injetando substâncias que teriam causado as mortes, com relatos de doses elevadas (até 10 vezes) e, em um caso, uso de desinfetante nas vítimas.
O andamento do caso suscita debates sobre a fiscalização de equipes de enfermagem e a segurança de pacientes em unidades de terapia intensiva, enquanto a Justiça mantém o segredo de processo para as oitivas em curso.
E você, qual a sua opinião sobre a condução deste caso e os desdobramentos esperados? Compartilhe seus pensamentos nos comentários para debatermos as importaçancias de responsabilidade, etica e sistema de defesa no contexto hospitalar.
