Esquerda e direita disputam futuro da Colômbia nas eleições presidenciais

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Resumo: Em 31 de maio de 2026, cerca de 41 milhões de colombianos vão às urnas para escolher o presidente que governará 2026-2030. Entre 14 candidatos, três despontam como favoritos e podem avançar ao segundo turno em 21 de junho. O desfecho pode redesenhar o alinhamento da Colômbia com os Estados Unidos e influenciar o rumo econômico e de paz do país, sob o guarda-chuva do governo de esquerda.

Os favoritos são Ivan Cepeda, da esquerda, Paloma Valencia, da direita tradicional, e Abelardo de La Espriella, um advogado milionário que surge como outsider. Cepeda, senador aliado de Gustavo Petro, lidera as pesquisas e tem como vice Aida Quilcue. Valencia representa a direita do Centro Democrático e defende uma linha mais dura com as guerrilhas; Espriella capta eleitores da extrema-direita, ampliando o leque de propostas para o eleitorado conservador.

No contexto do governo Petro, o Pacto Histórico busca manter o equilíbrio entre repressão e negociação na segurança pública, apoiando a estratégia Paz Total. Cepeda não só herda parte da popularidade de Petro, como constrói trajetória própria dentro da esquerda colombiana. A aprovação do governo subiu para 49,1% em fevereiro, impulsionada por reformas trabalhistas, agrárias e previdenciárias, além de reajustes salariais. O Senado, com 25 cadeiras para o Pacto Histórico, lidera a pauta, superando o Centro Democrático (17) e o Liberal (13).

Entre os adversários, Abelardo de La Espriella projeta o perfil da extrema-direita, elogiando figuras como Javier Milei e Donald Trump, e destacando o discurso de lei e ordem. Paloma Valencia defende Uribe e uma linha de combate mais firme às guerrilhas, rejeitando o diálogo como caminho. O debate envolve também o histórico dos acordos de paz de 2016, casos de violações de direitos humanos e a percepção pública sobre falsos positivos, que marcaram a política do país nas últimas décadas.

Especialistas lembram que a Colômbia continua sendo um ator estratégico na região, com relação estreita aos Estados Unidos e influência sobre temas regionais. Cenários de segurança, impactos de reformas sociais e a postura frente aos EUA moldam as campanhas, já em meio a episódios de violência e deslocamentos — como os reportados no Catatumbo e confrontos envolvendo dissidências das Farc. O resultado do segundo turno permanece incerto, com cenários distintos conforme as alianças ganhem força.

E você, como enxerga o futuro da Colômbia e seu papel na região? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o rumo político do país e as possíveis repercussões para as suas relações com os Estados Unidos.

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