O governo dos EUA classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais, com validade a partir de 5 de junho de 2026. A medida foi anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio, representando um marco na atuação contra o crime organizado no Brasil e além de suas fronteiras.
Conforme o Departamento de Estado, as duas facções estão entre as organizações criminosas “mais violentas do Brasil” e operam além do território nacional, com milhares de integrantes e a autoria de ataques contra policiais, agentes públicos e civis. A designação abre caminho para o congelamento de bens, sanções econômicas e o monitoramento rigoroso de recursos destinados a essas redes.
Rubio afirmou que a gestão de Donald Trump, que está em seu segundo mandato nos Estados Unidos, continuará usando “todas as ferramentas disponíveis” para bloquear financiamentos ligados aos chamados narcoterroristas. O anúncio ocorreu após a passagem do senador Flávio Bolsonaro pelos EUA, quando ele se reuniu com Trump, Rubio e o vice?presidente JD Vance.
Na prática, a nova classificação permite que instituições financeiras americanas reportem movimentos suspeitos ligados às organizações e que bens vinculados a elas sejam alvo de sanções. Enquanto a legislação brasileira concentra o combate ao terrorismo em casos de xenofobia, discriminação ou terrorismo que vise provocar terror social, a lei norte?americana admite a classificação de grupos estrangeiros considerados uma ameaça à segurança nacional.
Especialistas destacam que a medida fortalece a cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado, buscando reduzir a capacidade dessas facções de financiar operações e ampliar redes criminosas. O efeito prático para brasileiros, migrantes e operações de segurança pública dependerá de como as autoridades vão aplicar a medida no dia a dia, inclusive no intercâmbio de informações entre agências.
E você, qual é sua leitura sobre esse passo dos EUA? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e conte como essa decisão pode impactar a segurança no Brasil e além das fronteiras.
