Belo Horizonte — O MDB, sob a liderança de Baleia Rossi, quer dialogar com o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para viabilizar o apoio a Gabriel Azevedo à gestão de Minas Gerais. Pacheco, porém, já deixou claro que não disputará o Palácio Tiradentes, abrindo espaço para novas alianças entre forças políticas do estado.
Fontes próximas a Gabriel Azevedo avaliam que o apoio de Pacheco poderia reforçar a candidatura, dada a influência do senador junto a prefeitos e lideranças locais. O MDB enxerta na interlocução com o PSB uma saída para ampliar a base de apoios e enfrentar um cenário cada vez mais competitivo.
Do lado petista, a leitura interna é de cautela: parte da direção estadual do PT avalia diálogos com o MDB para avaliar possibilidades de aliança em Minas. Lideranças como Leninha e a pré-candidata ao Senado, Marília Campos, já sinalizam abertura para conversar sobre cenários que possam viabilizar uma frente comum.
Para consolidar o apoio, Azevedo terá de atravessar resistência interna em setores do PT, que citam o histórico de rupturas com aliados — como Aécio Neves (PSDB), Kalil (PDT) e Marcelo Aro (PP) — como entraves a uma convergência mais ampla.
O cenário mineiro permanece em movimento, com negociações que podem redesenhar coalizões e indicar caminhos para as disputas regionais. O tempo dirá como Baleia Rossi, Rodrigo Pacheco e as lideranças petistas serão capazes de costurar uma convergência que beneficie Gabriel Azevedo e o conjunto das forças políticas envolvidas.
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