Advogada de cristãos perseguidos é presa no Irã

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Bahar Sahraian, advogada que defende cristãos perseguidos no Irã, foi presa no dia 16 de maio no Tribunal Revolucionário de Shiraz, após ser apresentada no promotor e encaminhada à prisão de Adel Abad. Acusada de agir contra a segurança nacional, promover propaganda contra o regime islâmico e publicar informações falsas, a defesa destaca seu histórico de direitos humanos e fé em atuação.

Entre os casos defendidos, Sahraian atuou pela liberdade de presos políticos cristãos, como o casal Sam Khosravi e Maryam Falahi. Um desdobramento marcante ocorreu quando a família lutava pela guarda de Lydia, filha adotiva, cuja custódia foi questionada com base na suposta mudança religiosa dos pais ao cristianismo. A advogada conseguiu reverter a decisão por meio de um decreto da mais alta autoridade islâmica xiita, levando em conta a saúde da criança, o vínculo familiar e a gravidade do caso.

Outro caso de destaque envolveu Sara Ahmadi e Homayoun Zhaveh, condenados a dez anos de prisão pela fundação de uma igreja doméstica. Sahraian também representou a família Bet-Tamraz, processada por participação em cultos domésticos, além de ex-muçulmanos enfrentando acusações de apostasia após a conversão ao cristianismo.

Essa não é a primeira vez que Sahraian enfrenta a repressão do regime. Em 2022, ela foi detida junto com outros advogados durante protestos que se seguiram à morte de Mahsa Amini. Em janeiro deste ano, Shima Ghosheh, outra advogada que defendia cristãos, foi presa no Irã e posteriormente liberada sob fiança. O Irã, país de maioria muçulmana, restringe igrejas, a distribuição de Bíblias e atividades evangelísticas, punindo quem abandona o Islã; ainda assim, relatos apontam o crescimento de uma igreja secreta, hoje listada no 10º lugar da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Open Doors.

A história de Sahraian revela a tensão entre direitos humanos e políticas religiosas no Irã, convidando leitores a refletir sobre a liberdade de culto e a proteção de advogados que atuam em causas sensíveis. O que você pensa sobre esse tema? Deixe seu comentário, compartilhe sua opinião e participe do debate.

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