PCC e Comando Vermelho (CV) foram incluídos, nesta sexta-feira (29/05/2026), pela Agência de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro dos EUA, na lista de sanções americanas. A classificação os aponta como organização terrorista transnacional e organização criminosa, sinalizando um novo episódio da cooperação dos EUA no combate ao crime organizado no Brasil e no exterior.
A decisão ocorre um dia depois de o Departamento de Estado dos EUA classificar as facções brasileiras como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs). Com a designação no Tesouro, o acesso a fundos sob jurisdição norte-americana pode ser bloqueado, prejudicando operações financeiras de PCC e CV. O governo americano também deixou em aberto o objetivo de designar as duas facções como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), o que poderia proibir a entrada de seus membros nos EUA e tornar ilegal qualquer apoio às organizações.
O anúncio acontece em meio a um cenário de violência urbana no Brasil, como o tiroteio entre polícia e traficantes ocorrido no morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro, citado pela cobertura da época. Embora o foco seja financeiro e diplomático, os impactos atingem redes criminosas transnacionais que atuam no país e em outras regiões.
Especialistas apontam que a medida reforça a linha de enfrentamento dos EUA contra organizações criminosas com atuação internacional. Para o Brasil, as sanções podem ampliar a cooperação com Washington em segurança pública, mas exigem que o país também fortaleça respostas locais para reduzir a influência dessas redes e evitar novas escaladas de violência. O diálogo com autoridades americanas pode ganhar novo impulso para temas de segurança e cooperação internacional.
Qual a sua percepção sobre o uso de sanções internacionais no combate ao crime organizado? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como você enxerga os desdobramentos dessa postura dos EUA para o Brasil e para a região.
