O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Para ele, a medida fere a soberania nacional, cria riscos à economia e não avança no combate ao crime; a estratégia deve mirar na estrutura financeira dos grupos, não em rótulos ideológicos.
Freitas argumenta que esse tipo de classificação costuma servir para justificar intervenções externas na América Latina, citando exemplos históricos na Colômbia e na Venezuela. Segundo o secretário, a formalização das organizações criminosas por meio dessa nomenclatura pode abrir espaço para pânico nos mercados, além de sanções que prejudicam negócios brasileiros.
Ele afirmou: “Temo que estas medidas dos EUA irradiem desconfiança no mercado, promovam alta do dólar e atrapalhem negócios realizados por empresas brasileiras no país. É preciso proteger nossa economia também pela via da soberania nacional.”
Freitas sustenta que a legislação brasileira atual de combate às organizações criminosas já estabelece punições rigorosas, superando a eficácia de uma Lei Antiterrorismo nessas questões. O caminho, na visão dele, passa por inteligência integrada, asfixia financeira e investigações de lavagem de dinheiro, em vez de debates ideológicos ou manifestações em redes sociais.
Para o titular da pasta, o enfrentamento eficiente ao crime organizado exige atuação baseada em dados, cooperação entre órgãos e foco na redução de recursos financeiros dos grupos — não em discussões políticas ou retóricas midiáticas. E você, o que acha dessa discussão sobre soberania, economia e combate ao crime? Compartilhe sua opinião nos comentários.
