O deputado Robinson Almeida (PT) protocolou na Assembleia Legislativa da Bahia uma moção de repúdio ao presidente Donald Trump, após a decisão dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A iniciativa vem poucos dias depois de Leandro de Jesus (PL) apresentar uma moção de aplausos ao líder americano pela mesma medida. Para Almeida, a posição americana abre precedentes de interferência externa e representa uma ameaça à soberania brasileira.
No documento, o parlamentar sustenta que o enfrentamento ao crime organizado deve permanecer sob a responsabilidade das instituições nacionais. “O Brasil não pode aceitar qualquer tentativa de tutela estrangeira sobre suas instituições, suas leis e seu território”, afirmou o petista, reiterando que a autonomia do país não pode ser cerceada por decisões de fora.
Almeida também criticou a atuação dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, apontados como articuladores da pauta junto ao governo americano. Segundo ele, a cooperação internacional no combate ao crime deve ocorrer com pleno respeito à autonomia dos Estados e à soberania brasileira.
Donald Trump, em seu segundo mandato presidencial nos Estados Unidos, figura como marco dessa discussão sobre interferência externa. O texto reforça que a cooperação no enfrentamento ao crime deve ser pautada pela igualdade entre nações e pela defesa da autonomia nacional. E você, qual a sua leitura sobre esse tema e as expectativas em relação a atitudes de governantes estrangeiros frente aos assuntos brasileiros? Compartilhe sua opinião nos comentários.
