Resumo do caso: a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) destinou quase R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao deputado estadual Binho Galinha (Avante) desde outubro de 2025, período em que ele já estava preso sob suspeita de chefiar uma milícia em Feira de Santana. Segundo portal de transparência, citado pela Folha de S.Paulo, os recursos foram destinados a shows, esportes, saúde e educação, dentro de um funcionamento considerado pela administração como seguindo a lei e os controles previstos.
Os registros apontam o repasse de R$ 580 mil para eventos e ações turísticas no interior da Bahia, R$ 40 mil para a federação estadual de beach soccer, R$ 1,1 milhão para compra de ambulâncias e equipamentos de saúde, e R$ 316 mil para reparos em escolas e iniciativas voltadas à educação infantil.
Binho Galinha está detido no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. Após a prisão, foi expulso do PRD e filiou-se ao Avante, partido pelo qual pretende disputar a reeleição neste ano.
O parlamentar é investigado na Operação El Patrón, que apura suspeitas de agiotagem, extorsão, exploração do jogo do bicho, lavagem de dinheiro e formação de milícia.
Em nota, o governo da Bahia afirmou que a execução das emendas impositivas é uma obrigação do Poder Executivo e que os repasses seguem os mecanismos de controle e transparência previstos na legislação. A gestão também informou que a execução ocorre após a abertura da programação orçamentária pelos órgãos competentes.
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