Democratas investigam perdões concedidos por Trump por suposta corrupção

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Democratas do Senado e da Câmara dos EUA abriram uma investigação para apurar perdões presidenciais concedidos por Donald Trump em 2021, com suspeitas de troca de favores. A apuração foca casos de beneficiados próximos ao tema e já enviou cartas com prazo até 22 de maio para esclarecer as decisões.

Segundo informações divulgadas pela CBS News, o objetivo é entender se as clemências foram motivadas por interesses privados ou por influências externas, ampliando o escrutínio no segundo mandato de Trump, especialmente em relação a aliados processados e a movimentações de doações ligadas a campanhas.

Entre os casos citados estão o bilionário Changpeng Zhao, ligado ao setor de criptomoedas, perdoado após admitir lavagem de dinheiro; Joseph Schwartz, responsável por fraude tributária em casas de repouso; e Trevor Milton, fundador da Nikola, condenado a quatro anos por fraude. O perdão de Milton ocorreu em março de 2025, após doações de pelo menos 3 milhões de dólares para a campanha de Trump em 2024, segundo relatos. Alice Marie Johnson, reconhecida como a “czar dos perdões”, também aparece entre os beneficiados.

Os democratas perguntam quanto dinheiro foi gasto com advogados, lobistas e outras pessoas envolvidas, além de exigir registros de comunicações entre beneficiados e autoridades federais, bem como doações a Trump ou a grupos ligados ao ex-presidente. Também pesquisam o impacto das decisões, acusando que dezenas de milhões em indenizações e multas deixaram de ser pagas a vítimas de crimes.

Embora os democratas atuem como minoria na Câmara e no Senado, a investigação pode orientar futuras ações de fiscalização caso o partido conquiste a maioria nas eleições. A Casa Branca nega irregularidades, com a porta-voz Karoline Leavitt afirmando que há um “processo robusto de revisão de perdões” e que o lobby não determina clemência.

As cartas, enviadas no mês anterior, pedem respostas até 22 de maio e destacam que o tema pode ganhar peso na agenda de fiscalização, levantando o debate sobre o equilíbrio entre clemência, justiça e influência de interesses privados. E você, qual é a sua opinião sobre o papel das clemências presidenciais na vida de vítimas, investidores e da sociedade como um todo? Compartilhe nos comentários abaixo.

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