Empacado em pesquisas, Zema se afasta de Flávio e enfurece bolsonarismo

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Zema corta caminho com novas estratégias enquanto a corrida presidencial ganha contornos nacionais

Belo Horizonte – A pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (25/5), aponta Romeu Zema (Novo) com apenas 4% das intenções de voto, ocupando a quarta posição atrás de Lula (40%), Flávio Bolsonaro (35%) e Caiado (5%). O resultado acende o palco para mudanças de estratégia no mineiro, que busca protagonismo além de Minas.

Para tentar reverter o cenário, Zema aposta em duas estratégias: viagens a Santa Catarina e São Paulo para ampliar sua exposição entre empresários e jornalistas, aumentando a visibilidade nacional; e a reprise de críticas a Flávio Bolsonaro, associando-o a Vorcaro, banqueiro envolvido em um esquema de fraude estimado em R$ 50 bilhões.

O mineiro, que já foi cotado para compor a chapa de Flávio como vice-presidente, agora procura convencer o eleitorado de que é uma alternativa viável. Em evento da AmCham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), Zema disse que votar em Flávio ajudaria a reeleger Lula e afirmou que o cenário atual é mais complexo do que em 2022, justamente por não haver, ainda, um grande escândalo envolvendo a direita.

Ao mencionar a posição de quem vota em Flávio, Zema afirmou: “quem votar em Flávio vai entregar a eleição para o Lula” e apontou uma queda nas intenções de voto do filho de Jair Bolsonaro. A reação entre bolsonaristas não demorou: Carlos Bolsonaro chamou Zema de “baixo” e acusou-o de provocar mais uma facada. A deputada Júlia Zanatta também criticou o mineiro, comparando-o a João Amoedo, ex-candidato pelo Novo.

“Estou para conhecer sujeito mais baixo que esse! Tentamos e na primeira oportunidade vem mais uma facada!”

— Carlos Bolsonaro (Twitter, 25 de maio de 2026)

Entre as acusações, Flávio Bolsonaro tem defendido uma relação com Vorcaro que supostamente envolveria o financiamento do filme Dark Horse, com investimentos de até R$ 130 milhões. Zema aproveita o episódio para reforçar a narrativa de que votar em Flávio poderia favorecer Lula, mantendo o tom de que o adversário não apresenta um caminho sólido.

No saldo, Zema reconhece a dificuldade da corrida, mas segue firme na estratégia de ampliar presença nacional e de manter o foco em críticas ao principal adversário, apontando a continuidade de pesquisas que, segundo ele, revelam queda de apoio a Flávio Bolsonaro. A batalha pela vitória de outubro permanece acesa, com cada movimento moldando a leitura do eleitor.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Deputado denuncia “canibalização” do Metrô após descarrilamento de trem no DF

Distrito FederalRelatório da CLDF aponta que seis composições estão fora de operação por uso como fonte de peças para outros trens Um descarrilamento de...

Caiado critica Milei por vir ao Brasil e fazer escândalo; condena resposta do governo Lula

O pré-candidato do PSD Ronaldo Caiado criticou declarações do presidente argentino...

1º Summit Mulheres nas Profissões discute o futuro do trabalho

Conteúdo especial1º Summit Mulheres nas Profissões 2026: Elas Fazem Acontecer O 1º Summit Mulheres nas Profissões 2026 reuniu mais de 100...