Lindbergh aciona Interpol para investigar financiamento de Dark Horse

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo: O deputado Lindbergh Farias enviou ofícios à Polícia Federal e à Interpol pedindo cooperação internacional para apurar a origem, a movimentação e os beneficiários de recursos vinculados ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. A proposta é compartilhar informações com autoridades dos EUA, Holanda e Hungria e assegurar a preservação de registros financeiros do projeto.

Segundo Lindbergh, reportagens apontam participação de empresas estrangeiras e mecanismos financeiros internacionais na produção. Ele cita uma ordem de pagamento de US$ 57,5 mil para a New Path Pictures Inc. na Califórnia, intermediada pela entidade holandesa Stichting Freeway Custody, indicando a tentativa de manter investidores anônimos e facilitar a identificação dos beneficiários finais e da origem dos recursos.

O parlamentar sustenta a existência de uma arquitetura transnacional de movimentação de recursos envolvendo Brasil, Estados Unidos, Holanda e Hungria. O uso de empresas, fundações, contratos privados e estruturas de custódia em diferentes países exigiria apuração aprofundada sobre a origem e o destino do dinheiro empregado na obra.

Entre as questões citadas por Lindbergh estão menções a envolvendo o empresário Daniel Vorcaro no financiamento do filme e relatos de que Eduardo Bolsonaro orientaria o envio de recursos para os Estados Unidos, em uma possível aparente contradição com declarações públicas de que ele teria apenas cedido direitos de imagem para a produção. O deputado solicita à PF que verifique investigações em curso, ative canais da Interpol e peça informações sobre empresas e pessoas citadas, avaliando ainda o uso da ferramenta Silver Notice para localização de ativos e dados financeiros.

Além disso, o pedido inclui a preservação de contratos, ordens de pagamento, mensagens comerciais, registros contábeis e demais documentos relacionados às operações mencionadas, a fim de seguir o rastro do dinheiro e identificar a origem real dos recursos, bem como eventuais ocultações de financiadores e beneficiários. Lindbergh aponta o risco de apagamento de registros, encerramento de contas e destruição de documentos eletrônicos caso não haja intervenção adequada.

E você, qual leitura faz desse caso e dos impactos potenciais de uma apuração internacional sobre financiamento de obras audiovisuais envolvendo figuras públicas? Compartilhe sua opinião nos comentários.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Alcolumbre encaminha PEC que encerra a escala 6×1 para a CCJ do Senado

Resumo: Senado envia duas PECs à CCJ: fim da escala 6x1 (relatoria de Omar Aziz) com carga...

TSE analisa mecanismos para fiscalizar inserções eleitorais em rádios e TVs

Resumo TSE analisa propostas para o Plano de Mídia da propaganda eleitoral gratuita; PL sugere fiscalização mais rígida com registros de downloads e comprovantes...

Vítima de ataque de cão do Senado, veterinária morre em Brasília

Resumo: Médica-veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, 36 anos, faleceu após...