Megahacker fazia permuta de dados com cibercriminosos de outros países

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Alvo de medidas cautelares, o profissional de tecnologia da informação Leonardo do Carmo da Silveira Costa, 46 anos, é investigado por supostamente vender informações sigilosas de governos a hackers de outros países. A Polícia Civil de São Paulo aponta que ele operava uma loja na deep e dark web, oferecendo pacotes com credenciais, registros internos e dados de autoridades, com um data center em Belo Horizonte tendo sido alvo de busca e apreensão na última quinta-feira (7/5).

Segundo a investigação, Leonardo acessava sistemas públicos e extraía uma variedade de dados, configurando um comércio clandestino de informações. Pacotes mais sensíveis, como acessos institucionais e bases completas, tinham preço mais alto e eram vendidos via criptomoedas; listas com nomes, telefones e endereços podiam ser vendidas individualmente. Um exemplo citado pelos investigadores: uma lista com 10 mil policiais poderia render cerca de R$ 10 mil.

O esquema funcionava como uma plataforma estruturada, descrita como um supermercado da ilegalidade, com preços que variavam conforme o material comercializado. As investigações indicam que o volume de transações seria expressivo, movendo milhões de reais ao longo dos anos. Leonardo não atuava isoladamente; ele mantinha contato com hackers de outros países, promovendo uma permuta criminosa de informações sigilosas obtidas em invasões a sistemas públicos brasileiros.

A polícia pretende mapear a rede para entender quem eram os clientes e quais grupos internacionais estavam envolvidos. A análise do material apreendido no data center em Belo Horizonte é vista como chave para identificar registros de transações, históricos de comunicação e a extensão da rede de compartilhamento.

Os investigadores consideram a atuação reiterada uma ameaça à segurança de órgãos públicos e à integridade de sistemas institucionais. Entre as medidas cautelares estão tornozeleira eletrônica, suspensão do acesso à internet, proibição de dirigir, retenção de passaporte e impedimento de deixar o país. Leonardo responde em liberdade.

Como você avalia a proteção de dados de governos e a atuação de cibercriminosos nesse formato? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como você encara os desafios de segurança na era digital.

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