Naskar: sócios que sumiram com R$ 900 milhões vendiam serviço de “banco de aluguel”

Escrito por: Diógenes Cunha

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Naskar e 7Trust: rumo a um possível modelo de “banco de aluguel” levanta dúvidas sobre o setor financeiro

Resumo: na esteira de revelações sobre a Naskar Gestão de Ativos, sócios da fintech sumiram com ativos superiores a R$ 900 milhões e a operação mudou de endereço, chegando à sede da 7Trust Finance. A reportagem aponta que a 7Trust atua como um “banco de aluguel” ao oferecer serviços financeiros por meio de uma instituição autorizada, mas não é um banco credenciado pelo Banco Central.

Segundo apuração do Metrópoles, a Naskar deixou a sede na Vila Olímpia, em São Paulo, no segundo semestre de 2025 e passou a operar a partir da Alphaville Centro Industrial e Empresarial, em Barueri, onde fica a sede da 7Trust. A fintech chegou a ter cerca de 3 mil clientes, e o patrimônio sob gestão excedia 900 milhões de reais, com promessas de rendimentos bem acima da média do mercado. O aplicativo da Naskar também deixou de funcionar em 6 de maio, sem retorno aos usuários.

A 7Trust Finance Instituição de Pagamento S/A, fundada em 2019, tem um modelo conhecido como Bank as a Service (BaaS). Em prática, permite que outras empresas ofereçam serviços financeiros aos seus clientes por meio da infraestrutura de uma instituição regulada pelo BC. A empresa afirma atuar como um “banco de aluguel” ao supervisionar transações via uma instituição credenciada, embora não seja autorizada a funcionar como banco pelo Banco Central, conforme certificado emitido na última terça-feira.

A reportagem também indica que a 7Trust está credenciada como participante do Pix, e utiliza essa credencial para promover sua solução tecnológica. O site da instituição traz a promessa de soluções de pagamentos com Pix, além de a empresa oferecer Pix com tarifa acima do mercado e serviços de conta digital. Os sócios da Naskar aparecem ligados à 7Trust, com a afirmação de que as duas empresas compartilham alguns nomes, mas operam como entidades distintas.

Sobre a ligação entre as duas companhias, a Naskar informou ter entrado em contato com os clientes e investidores, enviando e-mails de circularização aos investidores. A instituição também pediu que quem não tenha recebido o comunicado escreva para [email protected], sem estabelecer prazos para a devolução de recursos. Em resposta, a 7Trust sustenta que, embora haja sócios em comum, as empresas não são a mesma entidade.

Galeria de imagens:

O caso mostra uma relação complexa entre duas estruturas com sócios em comum, operando em frentes distintas. Enquanto a Naskar enfrentou problemas de pagamento e deixou de cumprir compromissos com clientes, a 7Trust, segundo documentos, atua no universo de pagamentos eletrônicos sem ostentar a autorização de funcionamento de banco. A discussão envolve temas sensíveis como credenciamento pelo BC, atuação no Pix e promessas de serviços financeiros para negócios diversos.

A reportagem reforça a necessidade de transparência e de clareza regulatória em operações que ligam fintechs a instituições de pagamento, principalmente quando envolvem valores expressivos e a confiança de milhares de investidores. O desfecho ainda depende de posicionamentos oficiais das instituições envolvidas e de eventuais medidas do BC para esclarecer a natureza das atividades.

Caso você tenha acompanhado o caso ou possua informações adicionais, deixe seu comentário com seus pontos de vista. Sua leitura pode ajudar moradores e leitores a entenderem as implicações dessa atualidade financeira.

Observação: o conteúdo acima busca apresentar os fatos com linguagem clara e objetiva, simplificando questões técnicas para o público em geral. Caso queira ler a íntegra das apurações, procure a cobertura completa publicada pelo veículo de referência.

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