Palmeiras acusa Flamengo e Grêmio de mentira em nota sobre a Libra; entenda

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A disputa sobre a Libra, grupo que define a partilha de direitos de transmissão, ganhou novo contorno: o Palmeiras acusa Flamengo e Grêmio de mentirem sobre a divisão de receitas da Globo para 2026-2029, e anunciou a saída do bloco. O tema central segue sendo como as audiências influenciam os ganhos na Série A, ainda sem um consenso claro entre as equipes.

No comunicado divulgado em 7 de maio de 2026, o Palmeiras afirma que “não assinou qualquer documento que implique em receitas adicionais ao Grêmio” e ressalta que o acordo com a Globo fixa pagamentos anuais para todos os signatários. A presidente Leila Pereira voltou a falar sobre atitudes predatórias por parte de rivais e explicou que o clube não participou de acordos externos ao âmbito institucional da Libra. Flamengo e Grêmio, por sua vez, defenderam que o novo entendimento amplia as receitas de ambas as equipes, com apoio do conjunto de clubes.

A raiz do atrito está na fórmula de divisão das receitas da Globo. O contrato com a emissora traz 1,17 bilhão de reais por temporada, distribuídos em 40% iguais para todos, 30% pela posição na tabela e 30% pelas audiências. Como não havia definição clara do peso de cada plataforma, o Flamengo acionou a Justiça, apontando falhas na aplicação das receitas por audiência. O impasse migrou para a arbitragem e, sete meses depois, houve um desfecho parcial que reconfigurou as regras.

Como parte do ajuste, o Flamengo ganhará 150 milhões de reais adicionais ao longo de quatro anos, pagos em parcelas de 37,5 milhões. O Palmeiras, embora contrariado, assinou o termo que fixou esse repasse, mas continua sem adesão à FFU (Futebol Forte União) neste momento. A saída do Palmeiras da Libra impacta o equilíbrio financeiro entre as equipes da região e acende o debate sobre alianças futuras no cenário nacional.

A situação revela como a ausência de pesos definidos para plataformas durante a negociação permitiu contestação jurídica e renegociação entre clubes. Com a Libra em funcionamento e ajustes em curso, torcedores e especialistas acompanham os próximos passos para entender se o novo modelo atende de forma justa a quem atrai mais público e audiência. A cidade é quem observa de perto, e você, o que acha dessa reestruturação das receitas entre clubes?

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