PIB cresce 1,1% no primeiro trimestre e chega a R$ 3,3 trilhões

Escrito por: Diógenes Cunha

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O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil acelerou 1,1% no 1º trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025, chegando a R$ 3,3 trilhões. O desempenho foi puxado pelos setores Agropecuária, Indústria e Serviços, mantendo o país 1,8% acima do 1º trimestre de 2025 e elevando o acumulado de 4 trimestres para 2,0%. Os dados são do IBGE, divulgados pela Conta Trimestral.

Entre os setores, a Agropecuária avançou 2,0%, a Indústria registrou 1,0% e os Serviços cresceram 0,5%. Na indústria, a Exploração Mineral subiu 3,6% e a Construção subiu 2,9%, enquanto Transformação ficou estável (+0,1%) e Eletricidade, gás, água e gestão de resíduos recuou -0,3%. O setor industrial representa cerca de 23% do valor adicionado.

Entre os Serviços, que respondem por quase 70% do PIB, houve alta em Informações e Comunicações (2,4%), Atividades Imobiliárias (1,2%), Outras atividades de serviços (0,8%), Comércio (0,6%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%). Por outro lado, Transporte, armazenagem e correio (-0,7%) e Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,6%) recuaram.

A Despesa de Consumo das Famílias avançou 1,0% e a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) subiu 3,5%, com a Despesa de Consumo do Governo crescendo 0,4%. No lado externo, as Exportações de Bens e Serviços caíram -1,7% e as Importações avançaram 4,4% em relação ao 4º trimestre de 2025. O coordenador Moraes destacou que o consumo das famílias foi o principal motor do crescimento, com o investimento ganhando fôlego, ainda que em ritmo menor.

Na comparação com o 1º trimestre de 2025, o PIB avançou 1,8% no 1º trimestre de 2026, com o Valor Adicionado a preços básicos subindo 1,8% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios crescendo 1,9%. Entre as atividades, os Serviços mostraram alta generalizada: Informações e Comunicações 7,6%, Atividades Imobiliárias 2,9%, Financeiras e seguros e serviços relacionados 2,8%, Outras atividades de serviços 2,4%, Comércio 1,0%, Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social 1,1% e Transporte 0,7%.

Nas Industrias, as Exploratórias cresceram 13,1% impulsionadas pela extração de petróleo e gás natural, enquanto Construção avançou 1,3%. Eletricidade, gás, água e gestão de resíduos caiu -1,7% e Transformação recuou -0,9% (com quedas na Impressão e reprodução de gravações -10,2% e na fabricação de máquinas e equipamentos -9,4%). Na Agropecuária, a soja atingiu produção recorde, com +4,8% na estimativa anual, enquanto milho (-2,5%) e arroz (-10,6%) diminuíram.

No 1º trimestre de 2026, a Despesa de Consumo das Famílias subiu 1,7% e a Despesa de Consumo do Governo avançou 2,8%. A Formação Bruta de Capital Fixo caiu 1,4%, interrompendo o período de altas, em parte devido à queda na produção de bens de capital (-6,3%). Exportações cresceram 7,4% e Importações, 1,2%, com destaques positivos: petróleo e gás, alimentos e outros equipamentos de transporte; entre as importações, veículos, derivados do petróleo, biocombustíveis e produtos farmacêuticos.

Curtas conclusões apontam para uma economia ainda dependente do consumo das famílias e da indústria, com externalidade externa mais dinâmica e sinais de recuperação dos investimentos. E você, qual aspecto do desempenho econômico deste trimestre chamou mais a sua atenção? Compartilhe nos comentários sua leitura sobre o rumo da economia brasileira.

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