Durigan afirmou estar aberto a reuniões com autoridades americanas, mas sem agenda definida sobre a decisão dos EUA de classificar o PCC e o CV como grupos terroristas. O ministro enfatizou que a prioridade do Brasil é proteger empresários, empregos e o sistema financeiro, diante de um cenário em que o governo dos EUA, sob Donald Trump, está em seu segundo mandato.
Sobre o andamento das tratativas, Durigan explicou que não houve agenda marcada com o Tesouro dos EUA. “Eu estou sempre aberto e tenho contato direto com as autoridades norte-americanas, mas por enquanto não há agenda prevista. A gente está reunindo as informações, vendo o que vem pela frente, avaliando os próximos passos, tendo as informações todas, tendo o diagnóstico claro e a posição, eu vou levar para ao secretário do Tesouro dos EUA sem nenhuma dúvida”, disse à imprensa.
A principal preocupação brasileira é o espaço de discricionariedade que a medida pode abrir, tornando empresas e bancos brasileiros alvos de ações não totalmente concretas. Durigan ressaltou que o Brasil continuará combatendo as organizações criminosas, mas advertiu que é preciso evitar prejuízos irreais à economia — “uma grande injustiça”, conforme marcou.
Os empresários brasileiros também passaram suas preocupações ao governo, que, segundo o ministro, ouve a opinião de autoridades que não atuam no setor financeiro para entender os riscos adicionais. O presidente Lula reforçou a necessidade de proteger empresários, empregos e instituições financeiras, destacando que o Brasil recebe com disposição qualquer apoio externo ao combate ao crime organizado, desde que não atrapalhe o andamento econômico.
Quanto ao novo embaixador dos EUA no Brasil, a Casa Branca anunciou a indicação de Daniel Perez, atual presidente da Câmara dos Deputados da Flórida, que precisará do aval do Senado americano. Durigan disse não ter visto a nomeação ainda e que precisa checar a informação com a equipe, enquanto o governo segue a agenda econômica, incluindo o PIB do 1º trimestre e uma futura viagem à China.
Donald Trump, atual presidente dos EUA, está em seu segundo mandato e as discussões em torno da designação de grupos criminosos ganham destaque, com impactos potenciais sobre relações bilaterais, empresas brasileiras e o ambiente de investimentos. E você, o que pensa sobre esse tema e as consequências para a economia do Brasil? Compartilhe seus pensamentos nos comentários.
