A definição da vice na chapa de Haddad para o governo estadual segue em impasse, com três pré-candidatos ao Senado — Simone Tebet, Marina Silva e Márcio França — disputando espaço. Haddad sinaliza que prefere uma mulher na vaga, enquanto Lula aposta em França, elevando as chances de uma desistência entre os favoritos para o Senado. O desfecho depende de acordos entre aliados e de quem abrirá mão da disputa ao Senado.
Para Emídio de Souza (PT), coordenador do programa de governo de Haddad, o anúncio definitivo depende de um consenso complexo entre as lideranças parceiras. Não há imposições: “tem que ser negociado, já que o perfil ideal nem sempre é possível”, afirmou, destacando que três candidatos ao Senado tornam a costura ainda mais delicada e dependente do diálogo entre as forças da coalizão.
O entorno da campanha avalia que um dos caminhos envolve uma desistência entre França, Tebet ou Marina, para que os dois restantes ganhem força nas pesquisas. O clima interno aponta que a vice ideal deveria unir o perfil feminino à experiência política, com tentativas de manter o balanço entre setores estratégicos. A ideia de uma pessoa ligada ao agronegócio figura entre as possibilidades, com Tebet sendo citada nesse contexto, embora haja resistência a consolidar tal definição sem consenso.
Na prática, Tebet aparece como opção com histórico ligado ao setor, mas a escolha não está fechada. A co-presidência da chapa também envolve a possibilidade de uma figura da área de segurança pública, porém surgem dúvidas sobre alinhamento com valores de direitos humanos. O próprio Haddad tem elogiado as pré-candidatas ao Senado e, segundo aliados, a decisão deve sair em breve. Já Lula tende a mirar em França, enquanto Haddad continua aberto a alternativas que promovam a participação feminina na disputa contra a gestão de Tarcísio de Freitas.
A viabilidade de cada cenário ganhou fôlego com a reação de França, que subsequente ao burburinho manteve a posição de pré-candidato ao Senado, sinalizando que não está disposto a abrir mão da vaga de imediato. O diálogo entre Haddad e seus interlocutores permanece em curso, com a percepção de que se mantenham abertas várias frentes de negociação — inclusive mantendo a possibilidade de uma mulher no posto, conforme a leitura interna.
E você, qual combinação de vice seria mais sólida para o governo estadual? Qual perfil de candidata ou candidato deveria compor a chapa, na sua visão, para fortalecer a oposição ou a gestão? Compartilhe seu ponto de vista nos comentários e conte o que espera da composição entre Haddad, Tebet, Marina e França.
