O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), reiterou nesta terça-feira sua posição contrária à instalação da CPMI para investigar o caso do Banco Master. Em discurso no plenário, ele afirmou que a medida não é necessária neste momento, pois já há apurações em curso por diferentes órgãos públicos.
Alcolumbre citou como exemplos as investigações em curso pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e pela Justiça, além de outras entidades do sistema financeiro. Mesmo com o requerimento já reunindo o número mínimo de assinaturas, ele sustenta que abrir a CPMI seria redundante diante da atuação institucional existente.
O senador também reconheceu críticas de colegas de diferentes espectros políticos por não ter lido o requerimento. Para ele, a proposta poderia se transformar em instrumento de disputa política e eleitoral, desviando o foco de apurações técnicas.
“Querem abrir mais uma CPMI para fazer palanque eleitoral. Esse é o problema nosso. Estão cobrando do presidente Davi, agredindo, ofendendo e atacando para abrir mais um palanque eleitoral, que não é para mim e nem para o Brasil, é para direita ou para esquerda, esse negócio está se retroalimentando, cada um fala para o outro
O objetivo do requerimento seria apurar fatos relacionados ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição. Embora já tenha o apoio necessário, a instalação da CPMI depende de ato da presidência do Congresso Nacional.
Essa discussão ocorre num cenário de tensões políticas entre direita e esquerda, com parlamentares debatendo caminhos diferentes para apurar fatos relevantes do sistema financeiro. A decisão em torno da CPMI segue em aberto, destacando a força das disputas políticas no plenário.
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