Dois seguranças terceirizados da CPTM foram agredidos por um grupo de vendedores ambulantes na Estação Utinga, da Linha 10-Turquesa, em Santo André, neste sábado, por volta das 14h50. O ataque envolveu seis criminosos que fugiram para uma comunidade próxima antes da chegada da Polícia Militar. As vítimas foram encaminhadas a hospitais da região, porém o estado de saúde não foi divulgado.
Segundo relatos, a agressão ocorreu durante a ronda de rotina na plataforma. Um dos vigilantes teria 67 anos. A CPTM informou que as vítimas receberam atendimento médico na região e que o episódio é alvo de apuração pelas autoridades competentes. Testemunhas citadas por veículos de imprensa também descrevem a violência cometida pelo grupo de ambulantes.
Ao Metrópoles, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) comunicou que não foi encontrado boletim de ocorrência registrado sobre o caso. Em meio a críticas sobre a atuação de vigilantes, Fleitas “Fideles” Monteiro, presidente do Instituto Nacional Vigilantes Brasil, falou em negligência e lembrou que agressões envolvendo ambulantes nas CPTMs são situações que vêm se repetindo, dificultando o trabalho dos profissionais de segurança.
A CPTM informou que vai colaborar com as autoridades para identificar e responsabilizar os autores. A companhia reiterou que o comércio ambulante não é permitido dentro dos trens e estações, destacando que a atuação está respaldada pelo Decreto Federal 1832, de 1996, que regulamenta o transporte ferroviário.




Os criminosos permanecem não identificados e a apuração segue em andamento. Enquanto isso, a CPTM ressalta que reforços de fiscalização e ações contra o comércio irregular devem seguir com a cooperação das forças de segurança para evitar novos episódios de violência.
Gostou da cobertura? Deixe sua opinião nos comentários sobre a segurança nos terminais urbanos e o desafio de coibir o comércio ambulante nas estações. Sua leitura ajuda a entender o que está em jogo e como as medidas de fiscalização podem evoluir.
