Jairinho foi considerado culpado de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no caso Henry Borel, enquanto Monique Medeiros recebeu perdão judicial pelo homicídio e foi condenada por omissão em relação às torturas que a vítima sofreu. A decisão foi anunciada ao fim de 10 dias de julgamento, no Rio de Janeiro, marcando o desfecho de um caso muito acompanhado.
Ao longo das sessões, investigadores, peritos, médicos e familiares de Henry foram ouvidos, junto de testemunhas ligadas ao ex-namorado de Jairinho. Monique depôs em 2 de junho, apresentando uma nova versão e afirmando acreditar que Jairinho foi o responsável pela morte. Jairinho negou ter agredido mulheres ou crianças, atribuindo as acusações a especulações das ex-namoradas.
O promotor Fábio Vieira descreveu Jairinho com traços de “psicopatia severa” e o apontou como agressor contumaz: “Agride mulheres e também crianças. Maltrata crianças. Tem prazer em machucar os vulneráveis.” Já Monique foi julgada por homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa, além de acusações de tortura e coação. O tribunal concedeu perdão judicial pelo homicídio, mantendo a possibilidade de recurso.
Caso Henry Borel: a criança, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021, na casa da família, em Jacarepaguá, no Rio. O Instituto Médico-Legal apontou mais de 20 lesões violentes, incluindo lacerações no fígado e nos rins, sugerindo espancamento e morte lenta. Jairinho e Monique estavam presos desde 8 de abril de 2021, e o processo avançou até a sentença final.
Ao final, Jairinho recebeu 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão. Monique Medeiros recebeu perdão judicial pelo homicídio e foi condenada por omissão em relação às torturas, cabendo recurso. O ex-vereador também foi absolvido de duas acusações de tortura, conforme a leitura da sentença.
Se quiser saber mais sobre o caso, compartilhe suas perguntas ou opinião nos comentários e vamos discutir os desdobramentos dessa decisão histórica.










