Nova rodada de tarifas dos EUA sobre importações associadas a trabalho forçado avança com a ideia de aplicar 12,5% sobre países que não adotam medidas eficazes contra essa prática, ao mesmo tempo em que mantém uma extensa lista de itens isentos e cria um mecanismo específico para o setor têxtil. O anuncio foi publicado no Federal Register, com um anexo detalhando as mercadorias não afetadas. O governo dos Estados Unidos abriu consulta pública com prazo até 6 de julho de 2026 e audiências em 7 de julho. Se a medida for confirmada, as tarifas incidirão sobre as importações de todos os países investigados, conforme listagem no anexo.
A decisão resulta de uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que concluiu que o Brasil e outras 59 economias falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. O relatório classifica o Brasil entre as 54 nações que não adotaram medidas efetivas, sustentando a cobrança de 12,5% nesses países; para economias com algum nível de restrição ou acordos de reciprocidade, a tarifa proposta fica em 10%.
O embaixador Jamieson Greer reforçou que a ausência de fiscalização cria uma competição desleal: trabalhadores americanos acabam pressionados a competir globalmente em condições desiguais. O texto aponta que a falta de controle distorce o mercado e favorece cadeias que utilizam mão de obra forçada, prejudicando empresas que não recorrem a esse modelo.
Entre os itens isentos, aparecem carne bovina, aviões, suco de laranja, café, celulose, petróleo, terras raras e metais, entre outros. O setor têxtil receberá um mecanismo especial para reduzir tarifas sobre determinado volume de importação de vestuário para o mercado norte?americano.
O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) abriu a fase de consulta pública, com comentários recebidos até 6 de julho de 2026, e audiências no dia 7 de julho. Caso as tarifas sejam confirmadas, elas se aplicariam a todos os produtos das economias investigadas, exceto os itens específicos listados no anexo.
Como você enxerga esse movimento? As tarifas ajudam a frear o uso de trabalho forçado nas cadeias globais ou podem trazer impactos inesperados para consumidores e empresas brasileiras? Compartilhe sua visão nos comentários e participe da discussão.
